sábado, 4 de agosto de 2012

Ainda sobre o CONPLEI - sobre Ronaldo Lidório, trabalho voluntário e antropólogos disfarçados de cristãos


Não poderia escrever esta série de artigos sobre o 7º Congresso do CONPLEI sem deixar de destacar o Rev. Ronaldo Lidório da APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais). Missionário experiente, Lidório nos trouxe duas palavras importantes no contexto de missões. Uma palestra sobre a Igreja Missionária e a segunda sobre o coração do missionário.

Na primeira, Rev. Ronaldo Lidório chamou a atenção para o problema do narcisismo dos líderes, missionários e denominações evangélicas. Na verdade, ele destacou tanto o narcisismo quanto o hedonismo como os grandes inimigos da Igreja que avança. O primeiro diz respeito à igreja que busca disseminar a si mesma e não ao Evangelho e o segundo diz respeito à igreja que busca fazer de si mesma um playground para que os cristãos passem por esta vida entretidos consigo mesmos, enquanto o ide de Jesus passa ao largo de nossos planos egoístas. Lidório trouxe a frase de John Knox para o Congresso: “A única ponte entre o conhecimento e a transformação é o quebrantamento”! Assim, Lidório aponta uma saída para a igreja hedonista e narcisista. Hoje, muitos missionários, denominações e agências estão preocupados tão somente com relatórios e fotografias bonitas do campo, enquanto a verdade do coração de cada um de nós não tem sido o alvo prioritário da igreja. “Reputação é o que as pessoas falarão sobre você no dia do seu velório, mas caráter é o que os anjos dirão a seu respeito no dia da sua morte”, citou essa frase já bem conhecida e que expressa o centro da mensagem que ele trouxe para nós no Congresso. Por fim, Lidório compartilhou ainda a frase do jovem missionário americano, morto em missão pelo povo indígena Auca no Equador, Jimmy Elliot: “Viva de tal forma a sua vida, que, ao final, você não tenha mais nada a fazer a não ser morrer”!

Na segunda, Lidório trouxe-nos uma palavra pastoral com base no Salmo 139, versos 23 e 24. A tese era a de que Deus está preocupado com nosso coração. É possível trabalharmos na obra do Senhor e não termos nenhum relacionamento com Ele. É possível pregarmos sobre coisas que não vivemos e não experimentamos. Mas Deus conhece o nosso coração e pode ministrar cura ao que se encontra vazio e “acostumado” à obra de Deus.

Além desses momentos especiais, é preciso destacar aquela pequena igreja do interior do Amazonas que trouxe 50 membros que ficaram responsáveis pela cozinha do Congresso. Um exemplo de amor, carinho e dedicação à obra missionária. Um dos membros dessa pequenina igreja havia ferido profundamente um dos pés nos dias que antecederam ao Congresso, mas estava ali presente: “Eu precisava estar aqui, porque havia feito um compromisso com Deus, um compromisso de serviço”...

Outro charme do evento que, certamente, não passou desapercebido por nenhum de nós foi a presença dos americanos na área de limpeza do CONPLEI. Durante todos os dias do evento, havia um grupo de americanos dedicados ao trabalho voluntário da limpeza no Congresso. Sempre sorridentes, atenciosos, eles não somente cuidaram da limpeza como também serviram os almoços e jantas!

A APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais) estava marcando presença na coordenação da área de saúde do Congresso com atendimento odontológico e de enfermaria. 

Contudo, um evento dessa magnitude contou com um seleto grupo de antropólogos disfarçados de cristãos! Veja, que maravilha! Uma dessas antropólogas era bem conhecida nossa e até mentiu o próprio nome se fazendo passar de evangélica e entrevistando os indígenas participantes. Ela foi professora de vídeo de um dos indígenas que veio conosco. Estava sentada ao lado dele e, por isso mesmo, naquele momento não pode mentir tendo seu aluno como testemunha: “Quem é você?”, perguntou a Lu. Ao que ela respondeu: “Sou professora dele, ensinei vídeo e filmagem na aldeia”... Nós sabíamos quem era ela. Antropóloga famosa, recebeu prêmio na França com um documentário sobre um dos povos da Região. Agora, ela prepara um documentário sobre o trabalho missionário entre os indígenas. Há uns dois anos que temos acompanhado suas intenções de denegrir o trabalho de evangelismo entre os povos indígenas. 

Leia também: 

7º Congresso do CONPLEI – do vício às virtudes (3ª parte de 3)

 

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