terça-feira, 18 de setembro de 2012

Acrelândia - a Princesinha do Acre

Acrelândia é um município que fica localizado no extremo leste do estado do Acre. Assista ao vídeo.
 
A primeira cidade planejada do Acre foi elevada a categoria de município através da lei N°1025/92 de 28 de abril de 1992, criado a partir do desmembramento de partes dos municípios de Plácido de Castro e Senador Guiomard. 

Município de Acrelândia
Com o slogan de a Princesinha do Acre, Acrelândia alcançou grande desenvolvimento agrícola e teve um aumento populacional significativo proveniente de migrações recentes oriundas do centro-sul do Brasil, mas ainda é um município muito pequeno, com poucos recursos em educação, trabalho e saúde, tendo os habitantes que buscar uma vida melhor em Rio Branco, a capital do estado, ou em outras regiões. Limita ao norte com o Amazonas e a Rondônia, ao sul e a sudoeste com o município de Plácido de Castro, a leste com a Bolívia e a oeste com o município de Senador Guiomard. 

Brasão de Acrelândia
A origem da cidade está baseada em projetos de colonização estadual instalados na década de 80. Nessa época foram implantadas as primeiras infra-estruturas para demarcação de lotes, construção de habitações, implantação de seringais de cultivos e cacau consorciados com agricultura familiar.

A população é constituída, na sua maioria, por famílias de agricultores que migraram de outras regiões do país, principalmente da Região Sul.
Bandeira de Acrelândia
 Fonte: Wikipedia e Biblioteca da Floresta

sábado, 15 de setembro de 2012

O Consórcio e a farsa do individualismo - uma aula de anti-sociologia

Certo aluno de uma Escola Pública da minha cidade procurou-me com o livro aí ao lado e cheio de dúvidas sobre um trabalho que seu professor de sociologia incumbira a seus pupilos. Abri as páginas do livro em questão (logo as primeiras) e li o texto para esclarecer aquelas ideias ao jovem aluno. Contudo, qual não foi minha surpresa ao ver estampada naquelas duas ou três folhas iniciais uma série de contradições do autor sobre aquilo que ele mesmo apresentara como tese. Era óbvio que o autor do livro nem se dera conta de sua explícita contradição, mas me perguntei mesmo era se o professor do ensino médio teria se dado conta das contradições do autor do livro... Duvido!

Do meu lado, não me furtei em tornar patente as contradições do autor aquele aluno. E as contradições do autor são as mesmas sempre refeitas pela mentalidade esquerdista auto-contraditória, que, certamente, não possui um saber, mas uma bandeira, uma propaganda em sua "cuca" e, sabemos muito bem, manipulará os fatos para que sua tese prevaleça. Porém, muitas vezes, o tiro sai pela culatra e a realidade dos fatos é muito maior do que o jogo do discurso e, fatalmente, a casa cai. Foi o que ocorreu quando o autor tentou explicar em seu livro sobre individualismo e coletivismo.

A tese do autor era que, a partir da Reforma Protestante, o individualismo surgira na sociedade, dando maior valor à opinião da pessoa. O individualismo, segundo o autor, teria se consolidado com o capitalismo que estabelecera que a felicidade do indivíduo estaria na sua aquisição de bens - esta é a tacanha e materialista visão do autor sobre individualismo. Em momento algum, o autor confessa que a liberdade de pensamento e expressão são as verdadeiras e profundas conquistas do individualismo contra o coletivismo. E jamais confessará, porque a Escola hoje se empenha na formação de cabos eleitorais da propaganda esquerdista. Além disso, já foi constatado que o autor está usando o termo "individualismo" pejorativamente, como se o mesmo fosse a expressão da grande mácula do homem moderno materialista e consumista.

Escolhi, então, quatro pequenas frases do autor que nos dão uma ideia da sua "argumentação" contra aquilo que ele mesmo prega em sua tese: a ascensão do individualismo na era capitalista. O mais ficaria para quem se der ao trabalho de ler a "obra" (ou, quem sabe, seus filhos estariam estudando nesse livro - que os céus os livrem!). Segue abaixo:

O indivíduo nunca teve tanta importância nas sociedades como nos dias de hoje” - será? Quando o autor afirmou isso, pensei que ele daria exemplos em que esse individualismo aparecesse, mas não foi nada disso que ele fez. Ele só apresentou exemplos que mostram como a sociedade ainda está muito longe de valorizar o indivíduo. Para piorar, ele diz que uma prova de que o individualismo é uma verdade hoje é o fato da sociedade capitalista ter estabelecido que a felicidade do indivíduo está na pessoa ser proprietária de bens, quando, indubitavelmente, a grande conquista que o individualismo defende é o direito da pessoa expressar o seu pensamento sem sucumbir à pressão do grupo!

Mas como indivíduos e sociedade se tornam uma só engrenagem?” - viu? O autor mesmo diz que não existe o individualismo pleno (e, se olharmos à volta, perceberemos que o que aí está é muito mínimo). Apesar de todas as aparentes conquistas da Reforma Protestante e do capitalismo em dar voz ao indivíduo contra a sociedade, esta ainda consegue “sumir” com a pessoa dentro da máquina. E ele diz que tudo está montado dentro dessa máquina exatamente para sumir com o indivíduo através do processo da "socialização". É ou não é um primor de contradição o livro que estão apresentando aos nossos jovens?

...votamos em alguém que já foi escolhido pelos membros do partido”. Mais um exemplo de que a conversa toda no início do texto sobre o indivíduo não é bem assim. Nem para votar eu posso manifestar o que penso. O grupo é quem me oferece seus candidatos previamente escolhidos. Aí no dia da eleição, eu finjo exercer a minha vontade individual! Cadê o tal individualismo que ele apregoou que veríamos a nossa volta em nossa sociedade capitalista? Aqui mesmo, na cidade em que moro, todos os partidos se juntaram em duas coligações e ofereceram à população apenas dois candidatos à prefeitura. E se EU, indivíduo, não quiser votar em nenhum dois dois? Por que APENAS dois? Por que os partidos DECIDEM por mim?! E o que dizer desse sistema que pega o MEU voto dado a Fulano e o transfere a Ciclano?!!! É a farsa do individualismo!

Tomar uma decisão é algo individual e social ao mesmo tempo, sendo impossível separar esses planos”. O problema é que o autor mostra através dos exemplos que o tal “individualismo”, na verdade, é um instrumento usado pela sociedade, pelo grupo, pelo coletivo, para o próprio benefício destes. Nobert Elias (a quem o autor do livro cita em mais uma patente contradição) diz que não podemos mudar “as máscaras” que usamos como indivíduos. Entendo, então, que não posso usar minha liberdade para mudar de opinião. O que é muito triste, porque penso que a maior conquista do individualismo seria a minha liberdade de pensar independente da pressão deste ou daquele grupo social (seja um partido político, seja uma igreja, seja um sindicato, etc). Mas, pelo que o autor expõe, o que ocorre de fato é que o coletivo ainda controla as vontades individuais para seu próprio benefício.

Enfim, o texto não é sobre as conquistas do individualismo ou sobre como que o individualismo presente nos dias de hoje é nefasto, porque seria materialista e consumista. Nada disto! O texto leva-me a perceber que ainda somos muito semelhantes à idade média ou aqueles clãs e tribos indígenas, cujos indivíduos são perseguidos ou marginalizados se não se conformarem aos grupos regentes! E se você, caro leitor, olhar atentamente a sua volta, verá como suas escolhas, aparentes escolhas, estão sendo determinadas ou direcionadas pelos grupos que controlam as Escolas, os Partidos políticos, as Igrejas, os meios de comunicação de massa, etc. Portanto, arrisco dizer que, embora com certa liberdade de mercado, vivendo em um sistema capitalista e dito democrático, nunca fomos tão manipulados pelo Consórcio* - este construtor de uma sociedade socialista - como somos nos dias de hoje.

*Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A São Paulo de meu pai

Papai, Jeanine, mamãe e eu
São Paulo é a cidade das minhas lembranças com papai, lembranças de uma época de criancice em que não se sabe as coisas que se está fazendo e nem os por quês do que se vive. Todavia, São Paulo é a cidade moldura das minhas memórias em que sempre encontro meu pai. São flashes de caminhadas ao lado dele pelas ruas movimentadas, a casa do Tio Lineu e da Tia Cecília na Vila Mariana e o restaurante rubaiyat com seu “buquê” de balinhas que me foi dado em alguma noite dessa infância distante. São lembranças da São Paulo de meu pai.

Naquela São Paulo, numa das vezes em que meu pai se hospedou no Caesar Park, na Faria de Lima, é que me recordo das imagens mais afetivas dele: os seus grandes óculos escuros e seu paletó preto de botões dourados... Fotografia paterna que se confunde com a São Paulo colorida daquele tempo...


Naquele bar do Caesar, fiz um grande amigo: era o barman. Um rapaz que sempre estava ali disposto a me ouvir por horas e horas. Mas do que falávamos tanto?! É um mistério que minha memória não me revela, porém, nossa amizade era tanta que chegamos a nos escrever quando ia embora do hotel e corria para abraçá-lo, enquanto minha família, já pronta para ir ao aeroporto, chamava-me insistentemente. 

E esse barman está associado a uma das recordações mais expressivas que tenho da personalidade generosa do meu pai. Certo dia dessa lembrança minha, no bar do hotel, eu já me encontrava sentado sobre o banco à frente da bancada, conversando com meu amigo que se empenhava em servir aquelas bebidas coloridas aos clientes mais exigentes dali. Enquanto o via fazendo aqueles coquetéis e drinks, conversava com ele sabe-se lá o quê. Em determinado momento, aparece meu pai. É interessante como essa entrada do meu pai naquele bar, esta exata lembrança, sempre me emociona quando me recordo dela. Por que esta memória emocional específica está tão carregada de carinho e amor talvez se explique por causa do que aconteceu logo em seguida. Meu pai sentou-se no banquinho ao meu lado e, inesperadamente, fiz algo que jamais houvera feito e que nunca mais o repeti depois. Aproximei-me bem perto do ouvido dele e disse baixinho: “Papai, dá um “barão” para ele”! O barão naquela época era a nota de dinheiro mais valiosa que havia. Diante das minhas palavras, meu pai sorriu, enfiou a mão no bolso e puxou um calhamaço de diversas notas. Lembro de seus olhos atentos, enquanto seus dedos iam passando aquelas notas em busca do “barão”. Meu pai retirou do meio do calhamaço um entre tantos “barões” que ali havia. Chamou pelo barman e disse: “O rapazinho aqui me pediu para que lhe desse”. Olhamo-nos, eu e o meu amigo fazedor de drinks, e sorrimos. Abracei afetuosamente o meu pai naquele momento.

Foi ali também, naquele hotel, que ouvi aquela música pela primeira vez. A música que associei sempre ao meu pai desde então. Sei que ele amava ouvi-la e foi numa daquelas noites no restaurante do hotel que essa música passou a fazer parte da minha história com papai. Toda a família sentada à mesa, quando meu pai diz ao meu ouvido: “Fábio, vai lá no pianista, ele é meu amigo. Vai lá e diz que eu estou pedindo para ele tocar la mafia. Ele vai saber qual é." Foi assim que meu pai chamou a famosa música do filme “O poderoso chefão”. Dirigi-me ao pianista, que, sorrindo, atendeu prontamente ao pedido. Assim, pude ouvir pela primeira vez a música que sempre me traz de volta àquela São Paulo de meu pai.  

Segue abaixo uma linda interpretação de Brucia la terra, de Nino Rota, a música la mafia...

 

Queima a Terra
 
A lua está se queimando no céu
E eu estou me queimando com amor
O fogo é consumido
Como o meu coração

Minha alma chora
Dolorida

Eu não tenho paz
Que noite terrível

O tempo passa
Mas não há nenhum alvorecer
Não há nenhuma luz do sol
Se ela não retorna

Minha terra está se queimando
E queima meu coração
Ela tem sede de água
Eu, sede de amor

A quem canto
Minha canção

Se não há ninguém
Que apareça
No balcão

A lua está se queimando no céu
E eu estou me queimando com amor
O fogo é consumido
Como o meu coração

sábado, 8 de setembro de 2012

Uma breve e pública profissão de minha fé!

Eu creio em Deus! Creio que Ele é o Criador de todas as coisas que há tanto no Céu como na terra. 

A Beleza, a Justiça e a Verdade têm a causa e a manutenção em Deus. Creio, portanto, que toda poesia, toda vida e toda morte estão debaixo da Majestade Divina e que nada está fora de Seu controle e de Seu planejamento. Nada!

Eu acredito na Beleza! E só acredito nela, porque há um Deus que concebeu a prosa e o verso, o amor e o carinho. Os tons, as matizes, a multiforme sabedoria que se encontram entre os mais diversos homens só são assim, porque tudo foi arquitetado pelo Deus que um dia os gerou num ato de extrema glória!

Eu acredito na Justiça! Jamais na justiça dos homens incapazes de realizá-la satisfatoriamente, porque somos por demais fugazes e corrompidos em nossos juízos, valores e entendimentos. Todavia, porque há a Justiça Divina, creio que algo dela nos foi compartilhado e permitido. São lampejos, flashes, efemeridades da Graça que, eu sei, podem facilmente nos escapar entre os dedos.

Eu acredito na Verdade! Esta só é possível se houver um Deus que seja a própria Verdade, porque os homens, os homens todos somos mentirosos. E se somos todos inimigos da Beleza, da Justiça e da Verdade é tão somente porque o cego que busca avidamente a luz também se afasta naturalmente dela por causa do temor de ser consumido por suas chamas!

Eu também creio no Mal e no pecado de todos nós, por isso sei da mácula, da distorção e da depravação que os homens cometem, mesmo tendo em suas mãos os mais sublimes presentes doados por Deus! Como crianças ansiosas e egoístas que rasgam e destroem até seus melhores brinquedos ou deles se cansam, assim somos nós. Então, há também a Prudência (sem a qual muitos já se perderam nesse caminho)!

Enfim, creio que há em cada cultura humana algo da Beleza, da Justiça e da Verdade, há no Cristianismo, porém, um legado maior; há na Tradição judaico-cristã um instrumento mais sensível para que o ourives zeloso - o homem nobre - trabalhe com maior maestria o que Deus tem oferecido à humanidade nas esferas da política, economia, educação, etc. Há uma cultura singular sobre as demais, um presente entregue pelo próprio Autor do texto no qual todos estamos há muito escritos.

Noto, contudo, que nada do que foi declarado aqui versa sobre a salvação do homem, nada do que foi exposto nesta breve profissão de fé expõe a reconciliação necessária do homem com Deus... Só porque creio também que quaisquer culturas e tradições jamais serão suficientes para retornar o homem ao trono da Majestade Divina. Arte alguma redimirá o homem, embora eu postule que ela poderá ser redimida em seu confronto com a Aliança! 

Nunca houve noutra cultura a Revelação de um Deus que entrasse em Aliança com um povo, que estabelecesse um vínculo de morte e vida, um vínculo de sangue. E a Aliança, que tem por testemunha a tradição judaico-cristã fundada à luz das Escrituras, é o único caminho possível para que possamos nos reconciliar com Deus – o pacto feito definitivamente no sangue da nova e eterna Aliança em Cristo Jesus!

Todavia sei que somos como o cisne velho da bela música de Saint-Saëns, um cisne velho que reluta contra a morte de si mesmo, porque ama exatamente aquilo para o que deveria morrer. O cisne que se debate contra a velhice e o anúncio da inexorabilidade da morte, mas só contende (inutilmente) por não acreditar que, nessa Aliança, a morte seja uma gloriosa porta de entrada e não de saída... 

sábado, 1 de setembro de 2012

O cheiro do pequi - uma história indígena

O delicioso (e cheiroso) pequi!
Os povos daqui contam uma interessante história sobre a origem do cheiro do pequi... E eu acho essa fruta deliciosa, mas confesso que, depois dessa história, passei a apreciá-la ainda mais... 
Há muito tempo, quando um índio saía para caçar, suas duas esposas iam para a beira do rio e chamavam o jacaré. Este vinha das águas em forma de homem e deitava-se primeiro com a mais velha e depois com a mais nova. Era sempre assim toda vez que esse índio saía para caçar.
Entretanto, numa de suas caçadas, esse índio viu uma cotia e, então, preparou seu arco e sua flecha para acertá-la. Já mirava para matar a cotia, quando esta lhe falou: “Calma, meu neto, não me mate, não! Você sabe o que suas esposas estão fazendo agora? Se você não me matar, eu te mostrarei”.
Assim saíram os dois, a cotia e o índio até próximo do rio. Ao chegarem, a cotia disse ao índio: "Olhe lá, é o jacaré deitando-se com suas esposas". O índio ficou furioso, mas a cotia disse ao índio que não matasse o jacaré ainda. Após se deitar com a mais velha, o jacaré foi se deitar com a mais nova. Foi aí que a cotia deu ao índio uma de suas flechas invisíveis. A cotia disse para o índio apontar, mas esperar um pouco mais antes de matar o jacaré. Quando este já estava quase ejaculando, a cotia mandou que o índio atirasse sua flecha invisível. O jacaré caiu morto na hora, mas as índias não viram o que aconteceu por ser a flecha invisível. Após chorarem muito, elas resolveram enterrá-lo e voltaram para casa.
Quando o índio chegou em casa, deu uma surra em suas esposas. Então elas pegaram as coisas do seu marido e jogaram para fora da casa e ele foi morar na casa dos homens. Elas estavam com muita saudade do jacaré e não quiseram mais o marido que matara o jacaré. Cinco dias passaram e elas resolveram ver o lugar onde o enterraram. Chegaram e havia um lindo pé de pequi nascido no lugar onde elas haviam enterrado o jacaré.
O Sol desceu do céu e foi ver o índio na casa dos homens. E perguntou ao índio: “Por que você está aqui?” Aí, o índio contou a história ao Sol e disse que suas esposas não o queriam mais. O Sol disse que sabia uma oração que faria com que suas esposas o quisessem de volta. O Sol fez com galhos e argila uma figura da vagina e disse assim: “Segure esta vagina e você vai mostrar para suas esposas e vai dizer: Olhe para a sua vagina, olhe para a sua vagina. E elas vão achar graça e vão querer você de volta”. Assim, o Sol e o índio, cada um segurando uma vagina feita de galhos e argila, saíram para a casa onde estavam as esposas. O Sol também pintou todo o corpo do índio com desenhos de vaginas. Chegaram lá, eles ficaram cantando para elas: “Olhe sua vagina, olhe sua vagina”. As esposas acharam graça e começaram a brincar de jogar terra no Sol e no marido. Elas acharam tanta graça que esqueceram o jacaré (e, até hoje, quando uma esposa não gosta mais de seu marido, este realiza esse ritual chamado “a oração do Sol”, para que a esposa volte a aceitá-lo).
Blog "O Seringueiro"
Mas e o cheiro do pequi? Bem, a origem do pequi vem do jacaré. Assim, toda vez que o pé do pequi está novinho ainda, o dono do pé tem que ir lá e desenhar com um facão um jacaré no tronco da árvore, para que ela cresça forte. Mas e o cheiro do pequi?! Quando nasceram os primeiros pequis, as esposas que haviam enterrado o jacaré foram lá para ver aquela fruta diferente. A esposa mais velha pegou um pequi, mas ele não tinha cheiro. Ela achou a fruta sem graça e jogou fora. Mas a esposa mais nova ouviu o beija-flor dizer: “Pegue o pequi e passe na sua vagina”. Ela fez. E foi assim que todo pequi ficou com esse cheiro bem peculiar desde então. 


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