segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O tempo e a terra - o testemunho de minha mãe!

Queridos amigos e leitores, dei essa sumida sem tempo de dar um aviso prévio, porque minha mãe deu entrada na UTI em São Paulo. Assim, vim ficar com ela. Ela se recupera bem e, depois de oito dias na UTI, ela já se encontra na UTI semi-intensiva. Agradeço as orações e, quando possível, estarei retornando. Reposto este texto baseado em reflexões de minha mãe. Abraços sempre afetuosos.

São Paulo, casa dos meus avós maternos na rua Abílio Soares, meus pais ainda noivos
Sentado no sofá da sala, eu aguardava a entrega dos presentes, quando, naquela noite, minha mãe sentou-se ao meu lado e disse: “Fábio, este é o presente que seu pai gostaria de ter dado a você se ele estivesse vivo”...

Parecia que a segurança da realidade se liquefazia diante de mim, sem que nada pudesse fazer. O choque da verdade apresentava-se diante de todos nós, contudo, ao invés de nos descortinar à vida, iríamos todos, um a um, entrar num longo processo de aflição que perduraria por décadas. Seria como certa vez, em que um homem vestido de papai-noel abusou-me a inocência infantil, dizendo na frente de tantas outras crianças: “Eu vou adivinhar seu nome... Quer ver? Fábio!”, disse ele como quem manifesta um poder sobrenatural. Saí correndo dali, excitado pela demonstração de poder do Papai-Noel. Encontrei, então, minha família e contei, deslumbrado, tudo o que havia acontecido. Até que alguém desceu repentinamente sobre minha meninice o choque da verdade, revelando em meio a um riso debochado: “Menino, deixa de ser bobo! Olha para sua camisa!”. Olhei e percebi que estava ali muito bem escrito e em letras garrafais o meu nome.

Papai falecera cinco dias antes do meu aniversário, mas o apartamento já se encontrava vazio. Os parentes que vieram ao velório já tinham ido embora. Contudo, pairava sobre nós a ausência perenemente presente da figura de meu pai. Nós não o permitiríamos ir embora de nossas vidas ainda tão cedo.

Minha mãe, Leila Dantas, sobre o Rio Acre, indo ao seringal Novo Andirá
“Fábio, você quer ficar aqui em casa? Acho que você não precisa ver nada disso se não quiser”, disse-me minha mãe. Eu não quis ir ao enterro de meu pai.

Meu avô e minha avó, os pais da minha mãe, não foram a Brasília, não foram ao velório. E, durante muitos anos, essa falta também esteve presente no coração dela.

Leila, você precisa aproveitar a morte do seu marido, a comoção do povo e a cobertura da imprensa para se lançar candidata ao governo do Estado”, dizia Nosferato, o vampiro, para minha mãe bem em frente ao corpo do meu pai que nem sequer havia ainda esfriado.

Não vi minha mãe chorar. Ela não podia se permitir. Agora, só havia minha mãe para nós, ainda que ela mesma não tivesse ninguém que pudesse cuidar dela. Em suas próprias palavras, a partir dali, ela seria o “para-raios da nossa família”. Verdade infelizmente constatada nos anos que se seguiram. Mamãe estava só.

Por que papai morreu? Há mais de uma década antes do seu falecimento, o médico já sentenciara à papai que ele deveria se submeter a uma cirurgia ou largar o mandato, porque, segundo o médico, ele certamente não conseguiria chegar até o final do Governo. O médico se enganara quanto à resistência do seu coração. Por outro lado, papai nunca se submeteu à cirurgia que realmente precisava fazer. Porém, toda morte é sempre uma teia complexa de eventos particulares e públicos que parecem concordar entre si para a chegada de um desfecho final determinado por Deus. Estes eventos é que vamos destrinchar até que apareça a verdade por debaixo das tantas histórias, versões, traições e silêncios mal explicados.

À mesa da cozinha da minha casa, minha mãe disse algo que me surpreendeu, porque eu jamais havia pensado sobre aquilo: “Fábio, eu sou a última testemunha”. Estas palavras motivaram este empreendimento de se passar a limpo a história do meu pai e do Acre daqueles anos. O depoimento solitário de uma sobrevivente, minha mãe, que ainda não disse tudo o que deveria sobre os eventos que marcaram aquele tempo e aquela terra.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cadê os tais professores? - uma antipática reflexão sobre o dia 15 de outubro

...o sistema atual de ensino não tem por objetivo realmente educar, mas somente distribuir socialmente os indivíduos, por meio do ritual de certificados e diplomas. A escola formal (...) não é um meio de educação, mas um meio de "promoção" social, fato que as pessoas humildes revelam perceber quando insistem com o Joãozinho: estude, meu filho, estude...
José Monir Nasser, Prefácio do Trivium


Hoje, eu sei que tive pouquíssimos professores. Nesta minha caminhada, foram raros os mestres que encontrei. E não é por falta de conhecer professores! Todavia, que tristeza confirmar que muitos são aventureiros e mercenários nesta profissão: carregam um título e, às vezes, um diploma, pensando ser isso o que outorga a alguém o ser professor.

O fato é que “ser professor” é algo para qualquer um nestes tempos modernos. Em Brasília, por exemplo, conheci muitos que eram veterinários, farmacêuticos, advogados, etc. Eles eram pessoas que não deram certo em suas profissões, estavam desempregados ou, simplesmente, precisavam aumentar o orçamento familiar e, por isso mesmo, terminaram optando por uma sala de aula. Faziam parte dos chamados “contratos temporários”. 

Nem quero lembrar do dia em que passando em frente de uma sala de aula de 4ª série, vi um desses “professores” sentado na cadeira de sua mesa, com o jornal aberto bem em frente do seu rosto para esconder que estava dormindo, enquanto seus alunos subiam nas mesas e se matavam uns aos outros... Ou para que relembrar daqueles que foram transferidos das suas escolas de origem para outras mais distantes só porque vinham mantendo relações sexuais com alunas menores de idade. E aqui, perplexo, vi que, tanto num caso como no outro, os professores nunca sofreram as devidas penas por seus comportamentos criminosos, ainda que os pais os denunciassem.

Evidentemente, sempre há aqueles cheios de boas intenções (mas, como sempre diz minha mãe, de boa intenção o inferno está cheio). Estes eram os esforçados, os sonhadores, os peões de obra de uma máquina que iria moê-los e gastá-los ao máximo até o ponto de suas falências emocionais e espirituais. Todavia, boas intenções não fazem de alguém um mestre de verdade. Esse grupo era muito bom para ser usado pelo Governo. São aqueles dispostos a aplicar aquelas tais pedagogias modernas (as ideias inovadoras de educadores de gabinete) com suas aulas cheias de dinâmicas em grupo. Tudo muito visível para poder aparecer no jornal local da cidade, tudo bem maquiado com seus projetos mirabolantes e suas apoteoses de fim de ano. Acho que este grupo se identifica com aquela pecha chamada sacerdócio, esta mentira diabólica contada para fazer do professor alguém muito parecido com um profissional masoquista de alguma loja de sex shop, essas estranhas pessoas que recebem dinheiro para ter prazer em sofrer (sobre isso já escrevi aqui).

Nem vou perder tempo com aquele outro nefasto grupo de vagabundos que usam a profissão para fazer política partidária. Estes pareciam mais agentes sindicalistas infiltrados: falavam sobre a opressão capitalista, organizavam greves e piquetes, bradavam frases de “ordem”, saíam para encher a cara com os alunos e comiam as aluninhas alienadas. Todavia, algo muito maior caracteriza este grupo: faziam da escola o seu trampolim político! Depois de todo movimento grevista (sempre em época de eleição), os que se destacavam na luta pela causa por maiores salários eram eleitos pelos seus pares admirados dessas lideranças vestidas com camisas de che guevara.

Diante deste quadro, pergunto: cadê os tais professores? Aqueles mestres que deveriam alterar o curso de nossas vidas, revelando os valores de uma verdadeira educação? Os homens de cultura invejável, os homens detentores de um profundo saber e dispostos (e preparados) para compartilhar com seus pupilos o mundo das grandes tradições milenares: as filosofias, as matemáticas, as estéticas, as culturas, as religiões, as literaturas. Cadê estes tais professores? Que deveriam nos arrancar do mesmismo de nossas vidas e mostrar que o mundo não é este meu umbigo, mas somos muito mais: houve gigantes antes de nós e que, na verdade, temos ainda muito o que aprender antes de pensarmos em questionar alguma coisa. Porém, há um delírio nas novas pedagogias, a crença dogmática de que a criança traz da sua casa, da rua, do mundo em que ela vive, um saber que precisa ser ensinado na escola. E pior, o professor tornou-se essa coisa comum, o semelhante, o tão igual a mim a ponto de não ter nada a acrescentar à minha vida: o meu professor é igual ao meu colega, gosta das mesmas coisas que eu gosto, ouve as mesmas músicas que eu ouço, fala as mesmas gírias que eu falo e ainda compartilha das mesmas referências sexuais de "intelectuais" como os apresentadores do CQC e do Pânico. Enfim, a escola tornou-se esse lugar-comum de pessoas-comuns cuja grande inovação educacional é sistematizar mais do mesmo e só.

Cadê os tais professores? Sim, eu os conheci na minha trajetória estudantil. A grande ironia é que pouquíssimos desses mestres eu os conheci em um ambiente de Escola, mas foi fora dela que eu tive o privilégio de me deparar com a maior parte deles. E é a estes que eu dedico esta minha antipática reflexão sobre este 15 de outubro. A eles e apenas a eles, os meus mais sinceros parabéns!

sábado, 6 de outubro de 2012

A cidade, a eleição e a farsa democrática

Brasília é atípica – não há eleições neste ano. Aliás, nunca há estas eleições que estão ocorrendo pelo país afora. Na Capital Federal, há eleições apenas para Governador, deputados distritais e federais, além dos senadores de praxe. Mas não há prefeito em Brasília e, obviamente, nem vereadores e devo confessar que agradeço muito por isso. Brasília já sofre terrivelmente já tendo o que tem. Para que mais?

Contudo não é de Brasília que eu quero falar hoje. Eu gostaria de compartilhar essa realidade com a qual, certamente, você está tão acostumado, e eu não: eleições municipais! Hoje, não moro mais em Brasília e estou tendo a oportunidade de, pela primeira vez (eu já tenho quase 40 anos de idade), acompanhar os movimentos, as intrigas, as baixarias, contradições e risos de uma eleição municipal.

A mentira é o que, primeiramente, salta-me aos olhos, não apenas as mentiras que são ditas pelos candidatos, mas a mentira da democracia instaurada em nosso Brasil. E minha cidade – linda cidade – torna-se de uma só vez vítima e amostra do que, eu sei, ocorre pelo interior deste país ainda adormecido em berço esplêndido. Indo ao ponto, você acredita que só há 2 (dois), isso mesmo, só existem DOIS candidatos oferecidos para que votemos em um deles?!

Que porcaria de democracia é essa? Um dos candidatos pertence ao partido abortista, o mesmo do kit gay e das causas anti-família. Parece que ele é empresário e fazendeiro com as burras cheias de dinheiro. O que, para mim, já é flagrante contradição doentia pessoas assim se filiarem a um partido que apoia o terrorismo de movimentos como o do MST e a sobrecarga de imposto, mas, vá lá, coerência é arte para poucos... Já o outro é sobrinho do atual prefeito da cidade, prefeito que foi cassado por desviar verba pública, enquanto aquele seu sobrinho chegou a acumular mais de uma secretaria ao mesmo tempo durante o mandato do tio. Enfim, se ficar o bicho pega e se correr o bicho come!

E o pior ainda não é nada disso. O pior mesmo é ver no Facebook uma campanha para convencer as pessoas que o voto nulo é nulo e não serve para nada (nem vou falar nada do voto em branco). Então, eu pergunto: e aí? Será que só eu vejo a farsa da Democracia? Os candidatos nem fui eu quem os escolhi. Os partidos se reuniram, montaram suas coligações segundo o grau de suas espertezas e cada uma delas escolheu para mim o seu candidato. Agora, na maior cara de pau, dizem que democracia é essa maravilhosa arte exercida pelo cidadão de escolher entre o sujo e o mal-lavado.

Nem sei se é grande consolo perceber que essa falência é universal. Você já percebeu o rolo em que os americanos cristãos se meteram? É o mesmo que se dá aqui na minha cidade. Lá, há um candidato que defende o aborto, casamento gay e políticas públicas que avançam frontalmente contra a família. O outro, pasmem, é tudo aquilo que um cristão poderia sonhar em votar (ele é contra todas essas bandeiras anti-vida do esquerdismo), só que ele é mórmon. É, ele é mórmon! Mórmon é aquela turma que acredita na poligamia e no politeísmo (não há Santíssima Trindade, mas 3 deuses e, para radicalizar mais ainda, depois os mórmons começaram a ensinar que eles, os mórmons, eram deuses!).

Algo parecido está acontecendo em São Paulo. Os conservadores vêm nos últimos anos votando no PSDB por falta de opção melhor, porque, sinceramente, o PT e o PSDB são farinha de um mesmo saco ideológico com a diferença que um deles usa black-tie e se gaba de ter estudado em francês. Então, aparece o candidato do PRB com um discurso a la Romney. O que acontece? Os conservadores paulistas todos correm para ele, porque é melhor do que aquele discurso aguado do PSDB (falo como conservador). Mas qual o problema em São Paulo? É que o cara parece mais do deveria com o Romney. Não, ele não é mórmon, mas... o PRB é da Igreja Universal. É, isso mesmo, aquela mesma Igreja dos carrinhos-de-mão sendo carregados com os sacos cheios de dinheiro dos dízimos dos fiéis, aquela igreja que chama seus fiéis de otários e dá curso aos obreiros de como arrancar mais dinheiro deles; é a mesma igreja cujo líder, o Bispo Edir Macedo, já se declarou favorável ao aborto e que é a mesma igreja que já possui dois canais de TV em rede nacional! Gente, pare e pense no Brasil, e se esse candidato ganhar a Prefeitura da maior cidade da América do Sul? Vamos ver o inicio de uma estratégia, um projeto de poder de “universalização” deste país. Que os céus nos livrem disso!

Blog "O Seringueiro"
Enfim, voltando a minha cidade de menos de 20.000 habitantes, como disse, ela é vítima e amostra de tudo o que foi exposto no texto deste post. Qual a conclusão? Que apesar da democracia ser ainda o melhor dos piores sistemas no qual podemos optar, isto não pode ser desculpa para nos deixarmos amarrar e engolir os candidatozinhos que essas coligações interesseiras insistem em nos enfiar goela adentro. A constatação é que não há democracia na minha cidade, nem em São Paulo e nem nesse esquema bipartidário montado pelos americanos.

Vamos piorar? Viver num sistema em que eu voto num candidato X e vejo o meu voto ser usado pelo partido para a eleição de um outro candidato que eu nem sei quem é só afasta tenebrosamente o povo disso a que chamamos política. Mas o que fazer, então?! Para este último problema levantado neste parágrafo, há a proposta nada perfeita, eu sei, do voto distrital, mas já é uma alternativa, contudo precisamos de mais alternativas, necessitamos urgentemente de mais criatividade, caso ainda queiramos chamar isso tudo de “democracia”. 

Candidato perfeito não existe, eu sei. Todavia como explicar a um sistema "representativo" que o que ele tem me oferecido simplesmente não me representa e, pior, até mesmo me afronta moral e espiritualmente. Não há liberdade alguma em escolher obrigatoriamente entre dois caminhos. Isto é uma piada não só de muito mau-gosto, mas que tem saído muito caro aos cofres públicos dos municípios e da federação. Definirei esta realidade como a "ditadura do maniqueísmo": um engodo que apenas revela a miséria de uma civilização ocidental ainda oligárquica e nas mãos de grupos que criam a ilusão de que participamos do processo. Ledo engano!

Infelizmente, vou terminar este post de hoje sem apresentar as devidas respostas, porque ainda não as tenho; porém, posso dizer uma coisa com certeza: não sou adepto da ideia pós-moderna que tenta me convencer que votar pode ser uma escolha de um mal-menor e que isto seria melhor do que não votar. Como cristão, eu não acredito em mal menor. Mal é mal e ponto. Vejam, embora tenha dito que não apresentaria resposta alguma, além do voto distrital, acabei sugerindo neste parágrafo outra: o fim do voto obrigatório. De qualquer modo, fico com a frase trazida pela Rô nesta semana no Facebook: “Entre dois males, não escolha nenhum” (Spurgeon). Graça e paz, porque precisaremos. Abraços!

PS - Só para mostrar que não há mal que possa ficar pior ainda, assista ao vídeo abaixo:
Post publicado originalmente no Mulheres Sábias Blog da Rô

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Assis Brasil e sua tríplice fronteira

Ponte da Integração Brasil-Perú
Assis Brasil é um município brasileiro do estado do Acre. Sua população estimada era de 6 075 habitantes em 2010 e sua área é de 2 875,915 km² (1,9 hab./km²). A cidade está localizada na tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, formando uma conurbação com a cidade peruana de Iñapari e com a cidade boliviana de Bolpebra. A cidade é servida pela rodovia BR-317 (Rodovia Transoceânica), que é a única rodovia que liga o Brasil ao Peru.

O município ganhou este nome em homenagem a Joaquim Francisco de Assis Brasil, embaixador que teve papel de destaque, junto com o Barão do Rio Branco e Plácido de Castro, na Questão do Acre, que culminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis, entre Brasil e Bolívia, tratado que garantiu a posse das terras do território do Acre e o direito da exploração da borracha nesta região.

Bandeira do município
Os primeiros moradores do município foram os três irmãos Freire, que vieram do estado do Maranhão em 1908. Belarmino Freire, Policarpo Freire e Durval Freire se estabeleceram às margens do rio Acre, próximo ao Marco Rondon. E em 1 de março de 1963, obteve autonomia municipal pela Lei Estadual nº 588, de 14 de maio de 1976, desmembrado do município de Brasiléia. Vicente Bessa foi o primeiro prefeito da Vila Assis Brasil.

Brasão do município
A Cidade embora pequena tem muitas festas ao longo do ano, as principais são:
  • O Carnavassis, que acontece nos dias próximos ao aniversário da cidade dia 14 de Maio, trata-se de um carnaval fora de época durando até três dias dependendo do ano.
  • O Festival de Praia, que acontece nos dias de Julho, devido a grande baixa no Rio Acre que deixa uma grande área de areia para os banhistas, os festejos também duram aproximadamente três dias.
Caldeirada de mandim (mesanafloresta.bblogspot.com.br)
O peixe mandim assado é um dos seus principais pratos típicos.


Assita ao vídeo e conheça Assis Brasil - AC:
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Acrelândia - a Princesinha do Acre

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