terça-feira, 27 de novembro de 2012

Denúncia - Conflito na Região do Araguaia causada por confusão da FUNAI

CANAL RURAL: Em São Félix do Araguaia (MT) não há conflito entre produtores e indígenas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Notícias Agrícolas // Kellen Severo/ Fernanda Custódio   
Repórter do Canal Rural esteve no Posto da Mata (São Félix do Araguaia, MT), e mostra que ali não há conflito entre produtores e os índios xavantes. A desapropriação das terras das 7 mil pessoas que ali vivem é somente uma exigência dos burocratas da Funai.

Audiência Pública realizada no Posto da Mata região de São Félix do Araguaia (MT) reuniu mais de 1000 produtores na quinta-feira (22).  Objetivo é achar uma alternativa para a determinação do Ministério Público com a FUNAI de que 7000 produtores deixem suas terras até o dia 5 de dezembro, que será ocupada por tribo de índios xavantes.

Segundo os relatos do repórter do Canal Rural, Sebastião Garcia, na região não há conflito entre os produtores e indígenas. A desapropriação das terras dos produtores seria uma exigência da fundação.

 “A mobilização é muito pacífica tem muitos agricultores e índios também. O cacique afirma que os índios nem fazem tanta questão das terras”, disse o repórter. Caso mobilizou deputados e ontem foi anunciada a criação de uma Comissão Externa que irá buscar solucionar o impasse.

Brasiléia (antiga Brasília)

Brasileia é um município brasileiro localizado no sul do estado do Acre. Sua população em 2010 era estimada em 21 398 habitantes. Sua área é de 3.916,507 km² (5,46 h/km²). 

Localizado a 237 km ao sul de Rio Branco, na fronteira com a Bolívia, tem limites com os municípios de Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri.

Apesar de instituída como área de livre comércio, a mesma ainda não foi regulamentada. Atualmente, registra-se forte dependência comercial com o vizinho município boliviano de Cobija, contrariando o ocorrido em décadas passadas, quando o fato era o inverso.
Brasiléia se originou de uma pequena faixa de terra, a partir de um antigo Seringal Carmen, em 3 de Julho de 1910, usando o nome de Brasília.

Posteriormente, em 1943, o nome da cidade foi mudado, para não ser confundida com a nova capital federal. Recebeu uma nova denominação, derivada da união das palavras Brasil (Bras) e Hiléia (floresta), utilizada até hoje.

Em 1992, a cidade teve sua área dividida, toda a área e população localizados na margem direita do Rio Acre, originou o município de Epitaciolândia.

A economia da cidade vem sofrendo uma grande perda, pela falta de fiscalização e os baixos preços da Bolívia comparados com os do Brasil, e não são só consumidores que estão se voltando a economia Boliviana, mas empresários para a zona livre de comércio de Cobija (a capital do departamento de Pando e da província de Nicolás Suárez). A cada dia novos estabelecimentos e empresas são construídos por brasileiros, que moram nas cidades vizinhas de Epitaciolândia, Brasileia e até quem reside na capital Rio Branco, está investindo nas terras bolivianas. A fronteira desprotegida dos dois países é também passagem para o tráfico de drogas, armas, combustíveis, e mercadorias.


PONTE LIGANDO BRASILÉIA À CIDADE BOLIVIANA DE COBIJA
 As atividades econômicas encontram-se praticamente paralisadas, sua agricultura é tradicional, a indústria dá lentos sinais de recuperação, com a instalação de uma beneficiadora de leite, que permitirá abastecer mercados como Epitaciolândia e Cobija (Bolívia); algumas serrarias e fábricas de móveis, no setor de prestação de serviços estão completamente paralisadas. A pecuária possui um efetivo considerável, principalmente de gado de corte. Existe grande potencial para o ecoturismo, precisando apenas de maior divulgação de seu potencial.

Atualmente a cidade de Brasileia não conta com uma infraestrutura hoteleira e de restaurantes capaz de atender ao fluxo de turistas que fazem compras na zona franca de Cobija, principalmente nos finais de semana.

sábado, 24 de novembro de 2012

O sentimento de solidariedade comunitária nos EUA (Olavo de Carvalho)

1. Os americanos são as pessoas que mais contribuem para as causas de caridade do mundo.

2. Os EUA são o único país onde as contribuições individuais das pessoas para causas de caridade supera a ajuda total do governo.

3. Entre os 12 povos que mais dão contribuições voluntárias - EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, África do Sul, Irlanda, Holanda, Cingapura, Nova Zelândia, Turquia, Alemanha e França -, as contribuições americanas são mais que o dobro do vice-campeão (UK). Se algum sabidinho deseja diminuir a importância desses números, alegando que "dão mais, porque eles são mais ricos", é melhor que ele esqueça: as contribuições não são classificadas em números absolutos, mas em percentagem do PIB. Americanos simplesmente tiram mais do seu próprio bolso para ajudar aos pobres e aos doentes, mesmo em países inimigos. As muito solidárias Rússia e China nem sequer entram na lista.
 
4. Americanos adotam mais crianças órfãs - inclusive de países inimigos - do que todos os outros povos do mundo somados.

5. Os americanos são os únicos que, em todas as guerras que lutam, reconstroem a economia do país derrotado, mesmo ao custo de torná-lo um concorrente comercial e um poderoso inimigo no campo diplomático. Compare o que os EUA fizeram na França, Itália, Alemanha e Japão, com o que a China fez no Tibete, ou a Rússia fez no Afeganistão (...).

6. Os americanos não oferecem apenas o seu dinheiro aos pobres e necessitados. Eles dão do seu tempo na forma de trabalho voluntário. O trabalho voluntário é uma das instituições mais antigas e mais sólidas dos americanos. Metade da população americana dedica o seu tempo a trabalhar de graça para hospitais, creches, orfanatos, prisões, etc. Quais outros povos no mundo tem feito da compaixão ativa um elemento essencial do seu estilo de existência?

7. Além disso, o valor atribuído pela sociedade americana às obras de generosidade e compaixão é tal que nenhum figurão em finanças ou indústria pode esquivar-se do dever de fazer imensas contribuições anuais para universidades, hospitais, etc, porque se ele se recusar a fazê-lo, ele será imediatamente desclassificado da condição de cidadão honrado ao de inimigo público.

FONTE 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre os falsos herois (José Fighera Salgado)


A canção "Sobre Falsos Heróis" é um manifesto abertamente e radicalmente anti-socialista. Nesta música procuro dizer, sem meias palavras, o que é de fato o socialismo, que abrange tanto as correntes marxistas-leninistas quanto outras formas de socialismo não-marxista, e porque ele causou e ainda causa tanto mal aos povos do mundo (José Figuera Salgado).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A farsa integral de Ariovaldo Ramos - série Vale a pena ler de novo (I)

Escrito por Edson Camargo 

Defender o MST, trabalhar para os interessados num governo mundial, louvar Hugo Chávez, e depois de anos de apoio sistemático ao PT, o partido pró-aborto, pró-gayzismo e pró-FARC, não ser capaz de se retratar diante da igreja brasileira. Esse é o "cristianismo" que Ariovaldo Ramos e asseclas chamam de "missão integral".

"Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito." Abraham Lincoln

O que dizer de alguém que, dizendo-se cristão, apoiou, defendeu e integrou um governo aliado em escala continental com terroristas e narcotraficantes, fazendo da corrupção, da chantagem e da arapongagem, método de gestão, trabalhando em prol do lobby gay, do aborto, e da ruptura do pouco que restou do legado judaico-cristão no estamento jurídico brasileiro?

E mais: foi até Caracas prostrar-se ante Hugo Chávez, calou-se a respeito das dezenas (tenho a lista) de escândalos lulo-petistas, e não disse um "a" contra estripulias totalitárias como o montruoso PNDH-3, a Confecom, a Conferência de Segurança Pública, forjadas puramente para que os novos sovietes - as ONG´s cooptadas e os tais "movimentos sociais" -, driblem as instituições e acelerem o processo de cubanização do Brasil.

Sim, excetuando a idolátrica visita ao psicopata venezuelano, este é o caso de muitos cristãos do Brasil. Mas agora refiro a um em particular, que usa a teologia para injetar velhos sofismas socialistas na mente de centenas de incautos: meus prezados, cuidado, pois agora estamos lidando com Ariovaldo Ramos.

E aí, já deu uma olhada no Google Images? Não, ele não é irmão do Jorge Aragão, ao menos até onde se sabe. O samba dele, como vocês já vão constatar, é o do comunista doido. Ou não é doido quem, quando encurralado por cristãos anticomunistas diz: "não sou pró aborto, não sou pró gayzismo, seja lá o que isso signifique", mesmo manifestando-se satisfeito porque "cumprindo a lei, o aborto foi realizado", no polêmico episódio do estupro da menina de nove anos em Pernambuco, em artigo publicado no site das "comunidades de base" de Minas Gerais?

Vamos a alguns trechos do artigo de Ariovaldo Ramos:
Aqui a questão: quem deve ser protegida, nesse caso, é a menina. Estamos diante do principio estabelecido por Jesus Cristo. Desta feita, o sujeito de direitos é a menina. O sagrado direito à vida por que luta a Igreja Romana e todos nós, agora, tem de ser invocado para proteger a menina aviltada em seu direito à infância e à dignidade. É à menina que está, primariamente, sendo negado o direito à vida.

Lamentavelmente, este é um caso em que não é possível proteger a todos. Choramos pelos inocentes que não puderam vir, mas Deus entende que estamos a resgatar a inocente que já está entre nós.

Perceberam o nível da "argumentação"? Para preservar a vida da menina, mata-se o filho vindouro. Não se cogita a hipótese de dar assistência psicológica à nova gestante, nem preservar o nascituro. Levar em consideração a biologia (pois só engravida que está apta fisicamente para gerar), nem pensar... Importante é que "cumpriu-se a lei". Se matar um nascituro inocente para que a lei seja cumprida está correto, distorcer as Sagradas Escrituras para endossar o aborto não é nada demais, não é mesmo? E mentir no site dos conservadores, então, o que seria? Ora, os conservadores...

A trajetória burlesca de Ariovaldo Ramos ainda tem outros marcos lamentáveis. Ele foi presidente da Visão Mundial, uma ONG que recebe dinheiro da fina flor da máfia globalista: as bilionárias Rockefeller, Bill & Melinda Gates e Ahmanson Foundation. "Diga-me quem te patrocina, e te direi quem és". Bem, essas fundações patrocinam grupos abortistas, gayzistas, feministas, ambientalistas, indigenistas, etc. Fortalecer uma organização como a Visão Mundial, tida como cristã, para essa elite que sonha com um governo mundial, é um prato cheio: "oba, nada melhor do que cooptar cristãos, os que mais podem nos atrapalhar no futuro". E lá estava Ariovaldo Ramos, peça chave no esquema todo.

A facção terrorista MST também mora no coração de Ariovaldo. Todo orgulhoso, ele conta num artigo que "foi convidado" para os 25 anos do braço armado do PT. Claro, é da turma. Também foi "conselheiro" da fanfarronada chamada "Fome Zero".

Sem o menor pudor, cita o livro do profeta Amós como se estivesse citando Marighella. Como se uma ideologia com seus três séculos de matanças e mentiras fosse a mais pura expressão dos princípios milenares da fé judaica e da fé cristã. Como se não fosse o próprio Cristo quem tivesse comparado tantas vezes o Reino de Deus como uma vinha e seus lavradores, uma pedra preciosa pela qual um homem vende tudo o que tem para obtê-la, ou às dez virgens, das quais cinco prudentes, que não compartilharam seu óleo com as cinco incautas.

Se depois dessas analogias do próprio Senhor Jesus restar ainda alguma dúvida quanto à legitimidade do livre mercado, da propriedade privada, e das mútuas responsabilidades na relação entre patrões e empregados, na "parábola dos dez talentos" Jesus Cristo esclarece tudo, usando fatos do cotidiano, da vida econômica, para ensinar verdades espirituais mais profundas.

Então você devia ter confiado seu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. (Mt. 25:27).

Como na época não havia ariovaldos para implicar com o intenso e livre comércio do império romano, logo o cristianismo foi se espalhando. Um pepino a menos.

Já a fé que Ariovaldo Ramos propaga incita a "luta de classes". Duvida? Dá uma lida:

Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!


Agora me diga qual é o adolescente que, após quatro horas diárias de exposição aos "paulofreirismos" e "vygotskysmos" da doutrinação imposta pelo MEC, não imagina, imediatamente, após ler uma asneira dessas, os tiros, os gritos, as foices, enxadas e picaretas levantadas pela massa que vai adentrando mais uma fazenda e destruindo tudo pelo caminho, em nome da "justiça social" ariováldica?


Este é só um exemplo do que podemos encontrar em seus artigos e pregações. Já tentei dialogar com um discipulinho de Ariovaldo Ramos, membro do
EPJ e da tal Rede Fale, patotas para as quais Ariovaldo é ídolo e mentor. A figura chegou a dizer que comércio é pecado, cheio de si. A quem mostrei trechos do "debate", ouvi conclusões similares: "Ele é doente. E burro demais". São os frutos cognitivos do socialismo. Nem por isso, Ariovaldo deixa de passar em seu blog o número de sua conta no Bradesco, para receber contribuições.

Amigo de sofistas rasteiros, símbolos do latrinário liberalismo teológico tapuia, como Ed René Kivitz e Caio Fábio, que ele garante que é uma pessoa extraordinária, Ariovaldo Ramos chama toda essa mistura abominável entre comunismo e falácias pseudobíblicas de "Missão Integral".
 
Noutro texto, todo bicudo, dando indiretas receoso em citar o MSM, Ariovaldo resmunga:

Ah, ele parece saber o que é debate intelectual. A dialética erística Ariovaldo usa sem parar. Já silogismos com um mínimo de rigor... aí é mais difícil. Mas ele quer falar em justiça, e beija Hugo Chávez. Quer falar no valor da vida humana, e defende o aborto. Quer falar em fé cristã, mas defende Lula, anda com Caio Fábio, Ed René Kivitz e toma as dores de Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro) da "Bléia", que chorou ao assistir Avatar, aquela celebração do panteísmo eco-chato.

Antes de falar em "debate intelectual", Ariovaldo Ramos ainda precisa entender o que é o princípio epistemológico da não-contradição. Principalmente se quiser realmente ser considerado um cristão, que entende e obedece às Sagradas Escrituras.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Progressistas venceram na terça-feira (Jonah Goldberg)

Jonah Goldberg
Os Progressistas venceram na terça-feira.

Eu não estou falando das pessoas que votaram nos Democratas que se chamam de "progressistas". Embora eles tenham vencido também.

Eu estou querendo dizer dos Progressistas que estiveram travando um esforço secular para transformar o nosso “governo de estilo Americano” em um “Estado de estilo Europeu”.

As palavras "Governo" e "Estado" são muitas vezes usadas​ como sinônimos, mas são coisas muito diferentes. De acordo com a visão dos Fundadores (americanos), o povo é soberano e o governo nos pertence. Sob o conceito Europeu do estado, as pessoas são criaturas do Estado, significativas apenas como partes de um todo.

Esta versão Europeia do Estado pode ser agradável. Pode-se viver confortavelmente sob isso. Muitas pessoas decentes e inteligentes sinceramente acreditam que este é o caminho intelectual e moralmente superior de organização de uma sociedade. E, para ser justo, não é uma coisa binária. A linha entre os modelos europeu e americano é embaçada. A França não é uma distopia Huxleyana e a América não é e nunca foi uma utopia de anarquistas, nem conservadores querem que seja assim.

A distinção entre as duas visões de mundo é mais um desacordo sobre os pressupostos de quais instituições devem assumir a liderança em nossas vidas. É um argumento sobre como deveriam ser os hábitos do coração americano. Devemos viver em um país onde o primeiro recurso é apelar para o governo, ou devem ser reservadas intervenções governamentais como último recurso?

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Esses pressupostos são formados e informados pela retórica política. O presidente Obama fez uma campanha insistindo que os Democratas acreditam que "estamos todos no mesmo barco" e que os Republicanos acham que deve ser "se virar sozinho" não importam as dificuldades que você enfrenta. Nós somos os “guardiões” de nossos irmãos e irmãs, segundo Obama, e o Estado é como nós "cuidamos" um do outro. O vídeo introdutório na Convenção Nacional Democrata proclamou: "Governo é a única coisa a que todos nós pertencemos."

Exatamente 100 anos antes da vitória da reeleição de Barack Obama, Woodrow Wilson foi eleito presidente pela primeira vez. Era convicção de Wilson que o antigo entendimento americano de governo precisava ser europeizado. A chave para esta transformação foi convencer os americanos de que todos devem "casar os nossos interesses com o Estado."

O principal obstáculo para esta missão é a família. A família, entendida corretamente, é uma fonte autônoma de sentido para nossas vidas e o principal local onde nós nos sacrificamos pelos outros cooperando com eles. É também a base para as comunidades locais e engajamento social. Como o cientista social Charles Murray gosta de dizer, “os homens solteiros raramente voluntariam-se para treinar equipes de futebol infantil”.

O Progressismo sempre olhou para a família com ceticismo e, ocasionalmente, com hostilidade. O Reformador Charlotte Perkins Gilman esperava a libertação das crianças apoiadas pelo Estado para destruir "a tirania desmarcada. . . do lar privado” . Wilson acreditava que o objetivo da educação era fazer as crianças o mais diferente possível de seus pais. Hillary Clinton, que se define como uma progressista moderna, e não uma liberal, uma vez disse que devemos ir além da noção de que há "algo como filho de alguém".

Uma das duras lições da vitória de Obama é até que ponto o Partido Republicano tornou-se um partido para os casados e para os religiosos. Se apenas as pessoas casadas votaram, Romney teria vencido como um deslizamento de terra. Se apenas pessoas casadas religiosas votaram, você precisa de uma palavra que signifique algo muito maior que um deslizamento de terra. Obviamente, Obama obteve alguns votos de casados e religiosos (estas pessoas podem casar os seus interesses com o Estado também), mas de uma maneira geral, a coalizão de Obama depende fortemente de pessoas que não vêem a família ou a religião como fontes rivais ou superiores (ao Estado) para a ajuda material ou autoridade moral.

O casamento, particularmente entre a classe trabalhadora, já saiu de moda. Em 1960, 72 por cento dos adultos eram casados. Hoje, apenas metade são. Os números para os negros são muito mais gritantes. Os ricos ainda se casam e esta é uma grande razão pela qual eles estão bem de vida. "São os americanos privilegiados que estão se casando e casar os ajuda a permanecerem privilegiados", diz Andrew Cherlin, um sociólogo da Universidade Johns Hopkins, ao New York Times.

A religião também está diminuindo drasticamente nos Estados Unidos. O Gallup encontra uma freqüência regular à igreja de até 43 por cento dos norte-americanos. Outros pesquisadores acham que pode ser menor que a metade.

No rescaldo da pesada urbanização e industrialização americana, e diante de uma brutal desaceleração econômica, Franklin D. Roosevelt prometeu lutar pelo "homem esquecido" - o americano que se sentiu perdido em meio ao caos social da época. Obama fez campanha para "Julia" - a mãe rica solteira que não tinha família e nenhuma fé ostensiva à qual recorrer.

Em suma, o povo americano está começando a parecer com os europeus e, como resultado, eles querem uma forma europeia de governo.

Jonah Goldberg é editor da National Review Online e professor visitante do American Enterprise Institute. Você pode escrever a ele por e-mail em JonahsColumn@aol.com, ou via Twitter @ JonahNRO. © 2012 Tribune Media Services, Inc.


domingo, 11 de novembro de 2012

CUBA, A ILHA ROMÂNTICA QUE NINGUÉM QUER IR MORAR, COMEÇA SUA ABERTURA -

PARCERIA COM  ODEBRECHT MARCA ABERTURA DA AGRICULTURA DE CUBA NO EXTERIOR


Fernando Ravsberg
Da BBC Mundo em Havana

Contrato da Odebretch para administrar a central açucareira deve vigorar por 13 anos


A empreiteira brasileira Odebrecht vai administrar uma central de colheita de cana e produção de açúcar em Cuba, marcando a abertura do setor agrícola da ilha a investimentos estrangeiros.

O negócio foi confirmado pelo o embaixador brasileiro em Cuba, José Felício, durante uma entrevista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Segundo ele, os investimentos brasileiros no país estão crescendo rapidamente graças a um crédito de “cerca de US$ 1 bilhão, ou talvez um pouco mais, com o porto e com créditos para aquisições”.

O contrato para administrar a central açucareira “5 de Setembro” vai vigorar por 13 anos. Outras três empresas estrangeiras estariam negociando acordos similares, mesmo diante do embargo americano, que prevê sanções a quem investir nas propriedades cubanas nacionalizadas.

Desde a Revolução Cubana, em 1959, o agronegócio do país não recebe verba de outros países. Na época, a atividade foi totalmente nacionalizada, incluindo muitos engenhos que eram controlados pelos Estados Unidos.

A indústria açucareira foi, desde a época colonial, o motor da economia cubana. No entanto, a partir da crise econômica dos anos 90, entrou em decadência, reduzindo a produção que nos anos 80 era de 7 milhões de toneladas para 1,38 toneladas na colheita de 2011.

Mudanças
Na tentativa de revitalizar o setor, o governo colocou à frente do ministério da Agricultura um dos generais mais reconhecidos do país, mas depois acabou dissolvendo o ministério, o transformando em um grupo empresarial. Mas nenhuma das medidas teve êxito para alcançar nem mesmo as modestas metas anuais.

Autorizar a Odebrecht a investir e administrar uma central açucareira é uma mostra da importância que o governo cubano vem dando às relações com o Brasil, que no momento também está construindo a maior obra do país, o porto de Mariel, ao custo de US$ 800 milhões.

Segundo o embaixador brasileiro, a estratégia regional do Brasil é aproveitar o bom momento econômico para impulsionar toda a região, visto que o país não poderia crescer à margem de seus vizinhos mais pobres, “porque o que aconteceria é a pobreza se espalhar”.

Ele acrescentou que Cuba pensa em produzir eletricidade com o bagaço da cana. “Nós temos experiência, nossas plantas são eficientes e talvez se consiga algum crédito brasileiro para importar caldeiras e turbinas para produzir eletricidade”.
Apesar de muitas especulações no passado, não havia até então investimentos na agricultura cubano. O fato de esse setor estar totalmente nas mãos cubanas era percebido por alguns como um símbolo de soberania nacional.

Biocombustível
Outro problema enfrentado pelo governo cubano era o fato de muitos investidores estrangeiros quererem produzir açúcar para gerar biocombustíveis, algo que o ex-presidente Fidel Castro havia dito, publicamente, que era radicalmente contra.

O que ocorreu então foi que o governo deixou de lado a agroindústria no país, reduzindo sua produção para a metade – 70 centrais foram fechadas e milhares de trabalhadores foram relocados.

A medida teve o impacto de um tsunami social, que acabou transformando os povoados ao redor dos engenhos em cidades-fantasma.

Durante a primeira metade do século 20, os Estados Unidos compraram uma cota de açúcar de Cuba com preços preferenciais, o que permitia manter um nível estável e rentável de vendas. No entanto, esse acordo chegou ao fim com o triunfo da revolução.

Golpe
A reforma agrária nacionalizou as centrais açucareiras e as terras que pertenciam a empresas americanas. Washington reagiu eliminando a “cota” e deixando de comprar açúcar de Cuba – um golpe que poderia ter sido fulminante para a economia da ilha.

Nesse momento, foi determinante a entrada da União Soviética no jogo, já que ela comprou toda a produção açucareira de Cuba a preços ainda mais preferenciais do que os oferecidos aos EUA.

Dessa maneira, o setor agrícola cubano sobreviveu, assim como a recente revolução. Mas o fim da União Soviética mergulhou o setor açucareiro cubano em uma grave crise. Durante seu governo, Fidel Castro decidiu então a cortar pela metade as 150 centrais que haviam no país.

Fonte: Tarauacá Notícias

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