sábado, 7 de dezembro de 2013

Gregório de Nazianzo e a revelação progressiva da Santíssima Trindade

"Portanto, o assunto fica assim: O Antigo Testamento proclamou abertamente o Pai e, mais obscuramente, o Filho. O Novo manifestou o Filho e anunciou a divindade do Espírito. Agora o próprio Espírito habita entre nós e supre-nos com uma demonstração mais clara de si mesmo. Pois, quando a divindade do Pai não era reconhecida, não era seguro proclamar o Filho abertamente; nem tampouco quando a do Filho não fora ainda reconhecida, sobrecarregar-nos (se é que posso usar uma expressão tão ousada) ainda mais com o Espírito Santo".

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"Ele veio gradualmente morar nos discípulos, oferecendo-se a eles de acordo com a capacidade deles de recebê-lo, no começo do evangelho, depois da Paixão, depois da ascensão, aperfeiçoando-os, sendo soprado sobre eles e aparecendo em línguas de fogo. E por certo é pouco a pouco que Ele é declarado por Jesus, como você pode aprender por si mesmo, se ler mais cuidadosamente". 

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"Esta, pois, é minha posição a respeito destas coisas, e espero sempre seja, e seja quem for é caro a mim: adorar Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, três pessoas, uma divindade, indivisos em honra e glória e substância e reino. ...Pois, se Ele não deve ser adorado, como pode santificar-me pelo batismo? Mas, se Ele deve ser adorado, certamente é um objeto de adoração e, se Ele é um objeto de adoração, Ele deve ser Deus. Um está ligado ao outro, uma verdadeira corrente áurea e salvadora. E, por certo, do Espírito vem nosso novo nascimento, e do novo nascimento, nossa nova criação, e da nova criação, nosso conhecimento profundo da dignidade daquele de quem este é derivado".  

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