quinta-feira, 25 de abril de 2013

Creio....


Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai
antes de todos os séculos:
Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado não criado,
consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E, por nós, homens,
e para a nossa salvação,
desceu dos céus:
e encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as escrituras;
E subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja
Una, Santa, Católica e Apostólica.
Professo um só batismo
para remissão dos pecados.

Espero a ressurreição dos mortos;
E a vida do mundo que há de vir.
Amém.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Governo do PT e Funai: omissão infanticida - série Vale a pena ler de novo (III)

A Funai se nega a comentar suas razões para impedir que seus agentes e os agentes de saúde sejam criminalizados. A redação original do projeto, que protegia as crianças indígenas, tinha o apoio oficial de parlamentares evangélicos e católicos.
Sob pressão do governo de Dilma Rousseff, a Câmara dos Deputados debilitou de modo grave um projeto de lei que previa levar a julgamento agentes de saúde e agentes da Funai (Fundação Nacional do Índio, que supostamente deveria proteger os índios) culpados de omissão em casos de infanticídio em aldeias.

A prática de enterrar crianças vivas, ou abandoná-las para morrer na floresta, persiste até hoje em várias tribos do Brasil. Os bebês são escolhidos para morrer por diversos motivos, desde nascer com deficiência física a ser gêmeo ou filho de mãe solteira. O principal motivo desses assassinatos é a decisão do pajé, que é o feiticeiro das tribos. Sendo o líder espiritual dos índios, suas palavras de vida ou morte são obedecidas ao extremo.
A liberdade que o Estado dá aos líderes espirituais indígenas é uma liberdade que o Estado jamais permitiria entre líderes espirituais cristãos. Nenhum padre ou pastor tem proteção sob a lei para decidir a morte de membros de suas igrejas. Mas no caso do líder espiritual indígena, essa “autoridade” é inviolável.
A Funai se nega a comentar suas razões para impedir que seus agentes e os agentes de saúde sejam criminalizados. A redação original do projeto, que protegia as crianças indígenas, tinha o apoio oficial de parlamentares evangélicos e católicos.
Nos bastidores, a Funai, que é um órgão estatal diretamente subordinado ao governo de Dilma Rousseff, trabalhou, com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), para enfraquecer o texto original da lei com o argumento de que criaria uma interferência indevida e reforçaria o “preconceito” contra os índios.
A lógica do governo é lunática: quer intervir descaradamente na liberdade dos cristãos, sob a desculpa de que assassinatos de homossexuais às altas horas da madrugada em zonas de drogas e prostituição são causados pelo “preconceito” dos cristãos. E não quer intervenção contra os feiticeiros indígenas, que ordenam diretamente o assassinato de bebês, para proteger os índios do “preconceito”. Essa é a lógica de Nero, que protege assassinos e joga sobre os cristãos a culpa de assassinatos que eles nunca cometeram.
Os agentes de saúde têm a função estatal de “visitar” os brasileiros de casa em casa e registrar, supostamente para objetivos de saúde, quantas pessoas há numa casa, o que fazem, etc. Se há crianças, a monitoração é muito mais profunda, levando a questionamentos intrusivos sobre educação e “saúde”, inclusive inspeções para averiguar se as crianças receberam todas as vacinas. Eles não têm liberdade nenhuma de serem “omissos” quando, em sua tarefa de bisbilhotice e vigilância, encontram famílias cristãs que não vacinam os filhos ou que lhes dão educação escolar em casa. Nessas situações, eles são obrigados a denunciar as famílias “criminosas”.
Mas, quando o assunto envolve tribos indígenas, o descaso estatal se torna padrão na monitoração, principalmente de crianças cujas vidas se encontram ameaçadas. Nesse caso, os agentes de saúde e os agentes da Funai têm liberdade de serem “omissos” e fazerem de conta que não viram nada quando presenciam a insana decisão de um feiticeiro indígena condenando bebês indígenas à morte.

sábado, 20 de abril de 2013

POVOS INDÍGENAS DO BRASIL - Posicionamento Evangélico


Conheça esta realidade: http://www.hakani.org/pt/
Assista ao documentário: Hakani - uma voz pela vida!

19/04/2013



Vimos por meio deste instrumento expressar um amplo posicionamento evangélico em relação aos direitos dos povos indígenas do Brasil.



Apoiamos a luta e reivindicação dos povos indígenas por seu direito, garantia e proteção à terra, organização social, costumes, língua e tradição assegurado pela Constituição Federal (Art. 231) e Declaração Universal dos Direitos Humanos (Cláusulas XIX e XVII).



Ressaltamos que só a conquista de territórios não garante aos povos indígenas a satisfação de todas as suas necessidades, sendo igualmente importante uma política de cooperação que lhes permita a sobrevivência com dignidade, integrados à comunidade nacional.  



Compreendemos que os povos indígenas possuem o direito de livremente escolher suas prioridades em relação às suas crenças e desenvolvimento econômico, social e cultural, o que deve ser respeitado pelo Estado e sociedade civil brasileira (OIT – Convenção 169, Art. 3 #1; Art 7 #1).



Reconhecemos a grave necessidade do Estado, bem como da sociedade civil, de dialogarem com os povos indígenas em suas mais diversas realidades na busca por soluções específicas das condições que lhes causam sofrimento.



Valorizamos a responsabilidade social em face das necessidades humanas e solicitações de cooperação por parte de diversos povos indígenas. Destacamos que organizações e iniciativas evangélicas coordenam mais de 250 diferentes projetos sociais nas áreas de educação, saúde e subsistência entre mais de 80 povos indígenas. Como exemplo destas atuações, entre 2010 e 2012 agências missionárias evangélicas promoveram mais de 100.000 atendimentos médicos e odontológicos entre as populações indígenas do nosso país. 



Destacamos o inestimável valor das línguas indígenas e nos alegramos com as iniciativas evangélicas envolvidas e comprometidas na valorização, grafia e preservação das línguas indígenas no Brasil.



Repudiamos qualquer tentativa de se patrulhar as comunidades indígenas, seja pelas missões cristãs, órgãos do Estado e mesmo esforços antropológicos.


Aliança Evangélica

AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras)                      

CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos indígenas)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Sonata de Outono" - a mulher e a arte no cinema de Bergman

Ingrid Bergman (Charlotte) e Liv Ullman (Eva)
Depois que postei pela primeira vez o texto “Mulher, por que choras?”, lembrei-me de Ingmar Bergman, um diretor que, na minha opinião, conseguiu arrancar de suas atrizes os infernos mais profundos da natureza caída do universo feminino. Lembrar Bergman fez-me recordar da cena de um outro filme dele, que gostaria de compartilhar também. 
 
O filme é “Sonata de Outono”. A cena aí abaixo começa com Eva tocando Chopin para sua mãe, contudo, observe que o olhar da mãe para sua filha é um misto de piedade e desaprovação pela interpretação quase infantil dela; perceba, depois, o rosto de Eva, olhando para sua mãe e descubra, então, o porquê que compreendo Bergman como um diretor que devassa a alma feminina e expõe suas mais danosas verdades. Liv Ullman é a atriz que interpreta a filha e Ingrid Bergman interpreta sua mãe, Charlotte, que abandonara a maternidade para dedicar-se exclusivamente à carrreira de pianista (na vida real, a atriz enfrentava um câncer, que findou por levá-la à morte três anos depois do lançamento desse filme). 

"Sonata de Outono" é a luta pela reconciliação entre essa mãe egoísta e vaidosa e suas duas filhas negligenciadas. Um filme denso e, à maneira de Bergman, um filme pró-família, cuja mensagem final é que a unidade familiar deve ser buscada apesar de todos os pecados individuais de seus membros. Mas a busca jamais será fácil e, muito menos, simples e nem é certo que seja vitoriosa, parece nos advertir o diretor Bergman.

Amo música, por isso encanto-me especialmente com essa cena. Além de ser um guia de audição, é também a beleza no cinema de Bergman: arte destilada em seu melhor momento.

PS - Se você não encontrar o filme na locadora, o youtube o tem completo!




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