quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jesus segundo Gregório de Nazianzo (d.C.329-390)

Ele foi batizado como homem – mas remiu pecados como Deus. (…) Ele foi tentado como homem, mas venceu como Deus. (…) Ele teve fome – mas alimentou milhares. (…) Ele estava fatigado, mas é o descanso daqueles que estão cansados e oprimidos. Ele teve sono pesado, mas caminhou levemente sobre o mar. (…) Ele pagou tributo, mas que foi tirado de um peixe; sim, Ele é o rei daqueles que exigiram dele. (…) Ele ora, mas também ouve as orações. Ele chorou, mas faz as lágrimas secarem. Ele perguntou onde puseram Lázaro, porque era homem; mas o ressuscitou porque era Deus. Ele foi vendido, e muito barato, pois foram somente trinta peças de prata; mas redimiu o mundo, pagando alto preço, pois o preço foi seu sangue. Como ovelha foi levado ao matadouro, mas Ele é o pastor de Israel e agora também de todo o mundo. (…) Ele foi traspassado e moído, mas cura toda enfermidade. Ele foi levantado e pregado no madeiro, mas, pela árvore da vida, Ele nos restaura. Ele morreu, mas dá vida, e por sua morte destruiu a morte.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gregório de Nazianzo (329-390 d. C.)

Atirei ao vento todas as outras coisas: os que desejarem podem ter riqueza e nascimento ilustre, fama e poder de governar outros homens, todos aqueles prazeres terrenos que passam como um sonho. Há, porém, uma coisa a que me atenho - meu poder com as palavras, isto somente, e assim não invejo as vicissitudes pela terra e pelo mar, que me deram isto. Que o poder de palavras seja meu e possa pertencer àquele que me chama de amigo. Estimo-o profundamente, e assim colocá-lo-ei sempre em primeiro lugar, exceto antes daquilo que é absolutamente o primeiro - quero dizer, todas as coisas santas e as esperanças que se estendem além do mundo tangível.  

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sexo ou spaghetti? - sobre as noites de quinta-feira

E se você pudesse “renovar sua licença de casamento” no aniversário de 20 anos de matrimônio? Hoje em dia, os casais não esperam nem 20 dias...

Este delicioso episódio da “Família Dinossauro” aborda um tema deveras interessante: afinal, o que é importante numa relação? É certo que pequenas coisas, pequenos detalhes, são importantes, mas, talvez, estejamos supervalorizando-os excessivamente. Coisinhas como as flores prediletas dela, a bebida que ele mais aprecia, a data de aniversário (falando nisto, recentemente, certo amigo confessou que nem ele e nem a esposa lembraram-se do aniversário de 5 anos de casados deles, acredita?), todas estas coisinhas podem estar sendo hiper-valorizadas na nossa sociedade marcadamente hollywoodiana.

Fran e Dino são mais um casal estereotipado como o são a maioria dos casais de desenhos e séries televisivas (mas isto é assunto para outro post). Um belo dia, eles veem a renovação de sua licença de casamento impugnada porque não passam no “teste de intimidade”, pois Dino, o marido, consegue errar todas as 20 perguntas sobre a relação de 20 anos que ele tem com sua esposa. São perguntas sobre pequenas coisas, sobre detalhes da vida em comum e, evidentemente, exageradas pelo humor satírico da série. E eu sei que detalhes são importantes, mas não definem uma caminhada juntos – e esta é a ótima conclusão do episódio.

“E estar juntos nos momentos difíceis?”, pergunta Dino ao funcionário do Estado. “E o amor?”, insiste ele. “Aposto que não tem nada sobre amor aí nessa sua lista”, defende-se Dino. Dino está tentando mostrar que casamento é muito mais que detalhes. Um casamento de 20 anos sustenta-se principalmente em coisas grandes: o amor e a lealdade, por exemplo.

“Quem é você para julgar o quanto nós significamos um para o outro?”, eis a pergunta mais importante que Dino dirige ao funcionário do Estado. Primeiro, veja a invasão do Estado dentro dos nossos casamentos - nada mais atual do que isso! Mas o “Estado” aqui é muito maior, porque aquele funcionário, na verdade, representa a nossa cultura. São revistas, novelas, programas de tv, livros de best-seller, etc, há toda uma cultura invasiva, uma filosofia geral, querendo decidir o que é e o que não é importante numa vida a dois. A cultura superficial, materialista, egoísta, promíscua e mundana que temos ao nosso redor está tentando definir os critérios pelos quais devemos ou não nos manter casados: você goza sempre que tem relação sexual?, você inova as posições sexuais?, vocês frequentam motel?, vocês visitam sex shops?, vocês fazem sexo quantas vezes na semana?, você faz isso?, ela faz aquilo?, ele anda assim?, ela anda assado?, etc. Enfim, uma invasão pública à vida particularíssima de cada um. Uma cultura que manipula a todos sob o disfarce da liberdade pessoal: "você pode escolher livremente viver como todos nós estamos vivendo", diz o Big Brother. 

Há uma avalanche de opinadores e juízes acerca de como deve ser o casamento ideal e, se por acaso o seu não se encaixar na fórmula deles, está na hora, dirão, de você reavaliar se não vale a pena trocar de parceiro(a) – eis a grande proposta da serpente cultural. Mas quem são essas pessoas para julgar o que um marido e uma esposa dentro da intimidade de seu matrimônio significam um para o outro? Só você sabe o quão importante é o seu cônjuge, só você conhece as coisas grandes que os mantiveram unidos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza. A despeito dos pequenos defeitos que todos nós temos, só você sabe sobre o amor e a lealdade construídos por todos estes anos entre vocês dois. Então, já declaro logo aos juízes de plantão: eu é que não deixo ninguém meter a colher no meio do meu casamento!!!

Ah! Quase ia esquecendo: sobre o título deste post? Bem... Assista ao episódio abaixo e descubra. rsrs       

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A verdade sobre a "irmã Marina" (II)

Julio Severo
De acordo com reportagem do GospelPrime, 70% dos fundadores da Rede de Sustentabilidade são a favor da união civil entre homossexuais, do aborto e da legalização da maconha. A Rede Sustentabilidade é o partido de Marina Silva, membro da Assembleia de Deus em Brasília.
Marina comentou sobre aborto, maconha e “casamento” gay na quarta-feira (17 de julho) ao participar de um debate em São Paulo.
“A Rede tem mais ou menos 350 fundadores, eu posso te dizer que pelo menos 70% deles são a favor dessas bandeiras que estão aqui. A favor literalmente falando,” disse a assembleiana progressista, não mostrando constrangimento pela maioria de seus apoiadores que têm posições anticristãs.
Os restantes 30% dos fundadores do partido de Marina, supostamente contrários às bandeiras radicais da maioria, são provavelmente o resultado de uma intensa campanha por parte de alguns líderes evangélicos que, mesmo contrariando o bom senso, acreditam que Marina é uma pessoa indicada por Deus para ocupar a presidência do Brasil.
Valnice Milhomens é uma das que estão empenhadas nessa visão. Ela acredita que uma visão recebida por seu grupo é evidência de que Marina é a escolhida de Deus. Então, como Abraão fez com Hagar, ela vai trabalhar para que essa visão se cumpra.
Valnice e Ana Paula Valadão com retrato de Marina
Em recente visita a Dilma Rousseff com cantoras gospel, Valnice posou ao lado do retrato de Marina. Ao lado, estava Ana Paula Valadão, uma das muitas pessoas evangélicas que Valnice espera arrastar para sua visão de Marina como presidente.
Se não fosse a atuação de Valnice e líderes evangélicos da Teologia da Missão Integral, a Rede Sustentabilidade não teria nem mesmo uma minoria diferente da maioria esmagadora que é a favor da cultura da morte. Essa minoria foi conquistada suadamente à custa de muitas assinaturas de evangélicos.
Valnice e outros esperam, com suas visões equivocadas, mudar o Brasil, mas nem conseguiram mudar o partido de Marina.
Aliás, nem conseguiram mudar Marina, que além de Valnice, tem como assessores espirituais Caio Fábio e Leonardo Boff (http://youtu.be/ZGvsIXajiVs).
Marina também é conhecida por ficar em cima do muro nas questões importantes defendidas pelos fundadores de seu partido. Ela tem mostrado apoio cada vez maior ao “casamento” gay e tem sido ambígua sobre o aborto. Ela jamais aceitaria um plebiscito para decidir o destino da Amazônia e das florestas brasileiras, porque ela julga a vida ecológica como de suprema importância e acima das decisões do povo.
Mas, na visão dela, a vida de um bebê em gestação pode se decidida no voto popular. E o que o povo decidir, ela “respeitará.” Ela só não coloca a vida ecológica na mesma balança porque, sendo um ativista ambientalista há anos, se o povo decidir contra os interesses ambientalistas dela, ela não respeitará.
Tendo Boff e Caio Fábio como orientadores, dificilmente Marina vá mudar. Ou, dificilmente ela mesma queira mudar.
Contudo, se Valnice e outros se esforçarem muito, colhendo assinaturas nos templos evangélicos e usando o púlpito para fazer propaganda pró-Marina, talvez consigam fazer crescer a minoria evangélica na Rede Sustentabilidade. Mesmo assim, isso não é garantia de que Marina vá mudar suas posições progressistas e intenções não declaradas.
O exemplo de Abraão com Hagar está na Bíblia para todos verem e aprenderem.
Quem não tem paciência para esperar o Isaque de Deus, acaba trabalhando com Hagar.
Com a impaciência de alguns líderes evangélicos, o Brasil pode acabar ganhando uma Ismaela na presidência, que, a semelhança da terrorista que hoje é prezidenta, também terá políticas hostis para com Israel.
Leitura recomendada:

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A verdade sobre a "irmã Marina" (I)

Marina Silva, membro da organização globalista Diálogo Interamericano, resolve posar de pró-vida de olho nas próximas eleições. Visa também fortalecer seu novo partido, socialista e ecofascista, viabllizando assim a adesão de oportunistas das mais díspares orientações ideológicas e religiosas. Com uma trajetória política marcada pelo alinhamento com terroristas e mensaleiros, pela omissão no apoio aos valores cristãos que professa, evocando antes a "teologia" comunista da "libertação", e levando-se em conta as recorrentes traições e ataques dos partidos de esquerda contra o eleitorado cristão, o gesto de Marina Silva não deve inspirar a menor confiança.

Recebi de um leitor uma matéria publicada na Gazeta do Povo, de Curitiba, intitulada "De esquerda e Pró-vida? Sim, eles existem, e são bem-vindos". Estamos mesmo em dias em que os fakes estão à solta!

No texto, seu autor, Jônatas Dias Lima, estende um tapete vermelho para as ex-senadoras Heloísa Helena e Marina Silva, afirmando que a defesa da vida não pode ser monopólio de uma "suposta direita política, necessariamente religiosa, e omissa em relação aos direitos das mulheres", ainda mais quando "alguém se declara pró-vida, necessariamente também adere a uma série de outras convicções apresentadas com uma forte carga negativa".

Para se ter uma compreensão exata deste artigo, recomenda-se ao leitor valer-se dos conhecimentos trazidos pelo livro "Como vencer um debate sem precisar ter razão", de Arthur Schopenhauer, prefaciado pelo filósofo Olavo de Carvalho: com as lentes certas, lê-se mais propriamente: "você não precisa mais ser taxado de direitista por ser pró-vida: seus problemas acabaram! Apresentamos a ex-senadora Heloísa Helena e levando ela, você recebe também a ex-senadora Marina Silva, duas legítimas políticas de esquerda pró-vida!"

Será mera coincidência destacar este suposto lado pró-vida de Marina Silva, justo neste momento em que esta política está fundando um novo partido, que não leva o nome de partido e que se afirma como não-político - em que pese ser assumidamente de esquerda?

Ora, ora! Ambas as políticas são militantes aguerridas da doutrina marxista, a ideologia que espalhou mais de cem milhões de cadáveres pelo mundo, e nem sequer estamos falando aqui de fetos. 

De acordo com as novas diretrizes ditadas pelo partido comunista soviético, ambas abraçaram formas modernas de militância ideológica, tal como denunciadas pelo dissidente Anatoli Golitsyn, por meio do seu livro "New Lies for Old" ("Novas Mentiras Velhas"), quais sejam, respectivamente, a causa ambientalista, para Marina Silva, e a infiltração marxista da religião pela Teologia da Libertação, por Heloísa Helena.
Vale citá-lo: 
A adoção da nova política do bloco e a estratégia de desinformação envolveu mudanças organizacionais na União Soviética e por todo o bloco. Na União Soviética, como em outros países comunistas, foi o Comitê Central do partido que reorganizou os serviços de segurança e de inteligência, o ministério de relações exteriores, outras seções do governo e aparatos político-governamentais, além das organizações de massa, a fim de adequá-las todas à implementação da nova política e torná-las instrumentos desta. (p. 45) (grifos meus)

Sobre Heloísa helena e a Teologia da Libertação, veja este rápido e informativo vídeo postado por Julio Severo:


Um papagaio pode se apresentar como um ativista pró-vida. Como todos sabem, este simpático animal possui a habilidade de imitar os sons humanos, porém, falta-lhe a compreensão sobre os significados das palavras, e especialmente sobre os fundamentos de conceitos. 


Não pode, sem chance de alternativa, haver um ativista, militante ou político socialista que seja pró-vida sob um fundamento mais profundo que o da imitação dos papagaios. Como podem, a não ser imitando os papagaios, que estas senhoras se apresentem como ativistas "pró-vida" enquanto defendem tiranias que condenam milhares de pessoas ao morticínio pelos motivos mais injustificáveis?

Sob a concepção socialista, o homem serve à sociedade, esta sim considerada um fim em si, tal como uma engrenagem que pertence a um maquinário qualquer e que, uma vez imprestável, cumpre-lhe a substituição. 

Ser pró-vida significa defender o caráter transcendental e finalístico do indivíduo. Sob uma sociedade livre e cristã, a sociedade serve ao homem, que buscará por si próprio as respostas para a sua existência, fazendo de si mesmo o único e intransferível responsável por ela, conduzindo-a ao norte que achar melhor segundo seu próprio juízo. 

Em uma sociedade livre, a sociedade existe para as pessoas realizarem seus projetos de vida. Em uma sociedade socialista, as pessoas existem para realizar o projeto do grande líder do momento, daí a efemeridade de sua vida, que pode ser sumariamente descartada ao menor sinal de mostrar-se inútil. Em uma sociedade socialista, em última instância, as pessoas não vivem. Como pode então haver políticos de esquerda reivindicando a posição de serem pró-vida?

Ademais, posições individuais contam nada ou muito pouco para os grupos políticos e partidos de esquerda. Assim, tanto faz que Marina Silva e Heloísa Helena sejam autênticas defensoras de bebês e fetos. O abortismo é uma diretriz dos partidos de esquerda, e não uma causa individual. Na hora oportuna, uma vez tomado o poder, será empossada uma aborteira cruel e sanguinária tal como fez a atual mandatária Dilma Rousseff, que se dizia cristã às vésperas de sua eleição, ao nomear Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Para elas, se ou quando assumirem a faixa presidencial, será muito fácil dizer: "- foi uma escolha do povo" (isto é, do partido). 


O aborto é uma política absolutamente necessária aos partidos de esquerda. Estes não podem abrir mão deste múltiplo instrumento de controle populacional, de empregos, de seleção racial, de criminalidade e de eventuais dissidências. O socialismo é o regime que se caracteriza por controlar variáveis na saída dos processos, e não nas causas. Ilustrativamente, é o regime onde havendo dez cabeças e nove chapéus, opta preferencialmente por decepar uma cabeça. Ou duas ou três.

FONTE

Confissões de um ex-teólogo liberal - Thomas Oden

Thomas Oden*




"Eu estava determinado a não aceitar nenhum relato que não se conformasse com minha visão moderna de mundo. ...Além disso, eu fui orientado (especialmente por Bultmann, Tillich, Heidegger e Rogers) para compreender que ser um teólogo significava lutar para criar algo de novo, desenvolver uma nova teologia, ver as coisas diferentemente do que quaisquer outros tinham visto antes e, por esse meio, oferecer minha habilidade pessoal e experiência subjetiva como um teólogo para o mundo emergente. 

"Por volta de 1968, pude ver o mal avassalador causado pela experimentação sexual - mesmo entre meus amigos. Pude ver também aquelas vidas destroçadas pela desintegração da família e as drogas destruindo as mentes. O mundo maravilhoso que eles imaginaram estar criando estava simplesmente virando pó, cinzas e dor - uma imensa dor". 

*Por muitos anos, o teólogo Thomas Oden defendeu que a ressurreição aconteceu apenas nos corações dos discípulos e não para o Jesus crucificado. Contudo, foi na leitura exaustiva dos Pais da Igreja como Crisóstomo e Tomás de Aquino e lendo credos e formulações antigas da igreja que ele se viu questionando a idolatria do "novo" (saiba mais, clicando aqui - texto em inglês).

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Música Erudita Brasileira de raiz (III)

O melhor da música erudita brasileira de raiz - Uirapuru na bela voz de Isabela Santos!

"Uirapuru" é das primeiras obras-primas de Villa-Lobos, e dá início a uma linguagem orquestral tipicamente villa-lobiana. A partitura retrata o ambiente da selva brasileira e seus habitantes naturais - os índios -, com uma impressionante riqueza de detalhes. O argumento que serviu de base para a composição desse poema sinfônico é de autoria do próprio autor, e conta a história de um pássaro (o uirapuru, que na mitologia indígena é considerado o 'deus do amor') que se transforma em um belo índio, disputado pelas índias que o encontram. Um índio ciumento, não suportando aquela adoração, flecha-o mortalmente. Ao retornar à sua condição de pássaro torna-se invisível e dele se ouve apenas o canto que desaparece no silêncio da floresta (fonte: Sítio do museu Heitor Villa-Lobos).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Eu também sou a favor da censura!

Eu sou a favor da censura, porque sou a favor da liberdade. A liberdade de dizer NÃO! 
 
Eu sou a favor da censura, porque sou a favor da liberdade do indivíduo de decidir o que é bom ou não para si mesmo; decidir o que lhe é conveniente ou não com base em seus próprios critérios morais e religiosos.

Eu sou a favor da censura, porque sou a favor da verdadeira educação de princípios e valores, a educação que forja na criança, desde a mais tenra idade, os sentimentos de honra, respeito, amizade, individualidade, amor e preservação de um caráter ilibado.

Eu sou a favor da censura e a exerço quando desligo a televisão, fecho o computador e, persuasivamente, calo o meu opositor maldizente.

Eu sou a favor da censura e a exerço quando mudo o canal, porque sei que a violência, a mentira e a pornografia deformam o caráter e os valores humanos que ensino aos meus filhos.

Eu sou a favor da censura, quando fecho a porta da minha casa. Quando dou-me o direito de receber a quem eu amo e de negar a minha caríssima intimidade a quem quer apenas violar-me.

Eu exerço a censura contra mim mesmo quando decido não ir aos lugares que não me edificam, quando não faço aliança com coisas escusas e pessoas duvidosas, quando fujo da aparência do mal e entrego meu olho esquerdo numa bandeja ao meu Senhor Jesus.

Eu sou a favor da censura, porque quero te dar a liberdade e o direito de censurar-me. Dar-te o direito de não conversar comigo, de não ser meu amigo e de não precisar fingir que gosta de mim ou daquilo que eu falo ou escrevo. Assim, concomitantemente, garanto o meu direito à censurar-me, o meu direito ao silêncio, deixando você sem minha resposta.

Eu sou a favor do teu direito à censura, porque quero a tua liberdade. A liberdade de não me ler, de não defender as minhas ideias, de não lutar pelas mesmas bandeiras que eu luto. Eu sou a favor do teu direito à censura, porque ela me garante o meu direito à censurar-te com todas as minhas forças.

Eu sou a favor do teu direito à censura, porque eu quero que cresças e que te libertes do jugo do grupo, da sociedade, do partido, do corporativismo, desse Estado que dita o que é certo ou errado para nós. Eu quero que você tenha direito à voz, a sua voz, porque quero arrazoar contigo, contradizer-te e defender diante de ti que amar não é concordar em tudo. Amar não é ter que ser condescendente com o teu pecado.

Eu sou a favor do teu direito à censura, porque quero que compreendas que tens o dever de assumir todas as consequências - positivas e negativas - advindas do teu exercício ao direito de censurar-me.

Eu sou contra a censura do Estado! Este é laico e começou a fingir que nada sabe sobre a moral do indivíduo e da sociedade. Eu sou contra o Estado legislar dentro da minha casa, burlar o meu voto, cassar o meu direito de ensinar meus filhos a tradição, a crença e a educação que quero.

Eu sou a favor de censurar o Estado! Sou a favor de calar-Lhe a boca! Quero defender minha família, minha casa, minha terra, minha crença contra esse estado de coisas que se instaura legalmente em meu país. Quero censurar a censura que o Estado quer me impor! Quero censurar a razão do Estado; quero não ser obrigado a sair para ter que dar meu voto a quem eu não concordo: censuro a diabólica opinião comum que quer me convencer de que é louvável escolher o mal lavado em meio a tantos sujos e imundos! Quero meu direito de pregar nas praças, escrever nos outdoors, o meu direito de morar em paz ou em guerra no meu país!

Eu sou a favor da censura contra o Estado! Impedir que Ele se imponha além dos seus limites. Censurar a fuga do Estado da área da segurança pública; censurar Sua covardia e aliança com narcotraficantes, censurar os direitos humanos de assassinos e estupradores. Quero censurar a doutrina da luta de classes que o Estado impõe; censurar-Lhe o projeto estatal de instigar uma guerra civil, partidária, ideológica, racial, social, sexual e religiosa dentro do meu país. Quero censurar-Lhe a omissão à verdade e a distribuição gratuita que Ele faz da mentira.

Eu sou a favor da censura contra o Estado! Nego-lhe, portanto, acesso à minha consciência. Esta é o espaço sacrossanto em que vivo e morro pelo que EU acredito, Ó Estado Leviatã dos infernos!

sábado, 5 de outubro de 2013

O abraço da fé – uma reflexão sobre a responsabilidade social da Igreja

Casa sendo ampliada na minha cidade




Quem me conhece bem já sabe das minhas posições acerca de temas polêmicos (e, volta e meia, quem pensa que me conhece assusta-se quando me manifesto sobre um ponto aqui e outro ali). Por exemplo, não acredito na presença do Estado em quase todas as áreas nas quais ele tem se metido e se intrometido, principalmente quando sua obesidade mórbida se faz notar na vida privada das pessoas.

Biblicamente, entendo que o Estado deveria se ater apenas a duas áreas vitais: primeira, a proteção e promoção do cidadão de bem e, segunda área, a apresentação da espada ao que se revela uma erva daninha no nosso tecido social. Surpreendentemente, o Estado persevera ausente e incompetente na área da segurança pública, enquanto gasta milhões com propaganda e marketing sobre áreas que, quando verificamos de perto, são serviços que estão muito (e muito, mas muito longe mesmo) de garantir alguma qualidade de vida ao cidadão de bem (veja o caos da educação pública).

Infelizmente, não é apenas o Estado que é negligente e abusivo: a igreja também é! A igreja perde tempo (e muito, mas muito tempo mesmo) debruçando-se sobre temas que não lhe são de competência (por exemplo, oferecer seus púlpitos a favor deste ou daquele candidato ou partido). Concomitantemente à ideologização da igreja, esta segue distante do que é sua verdadeira responsabilidade: A igreja é a única que pode evangelizar – não há dúvida quanto a isso! O Estado não vai evangelizar, aliás, o que temos visto debaixo da desculpa da laicidade é que o Estado (sob o domínio de quem o controla) está ávido por arrancar, extirpar, amputar, rasgar de todos nós quaisquer moral e postura cristãs. Todavia, estou convencido que a culpa desse estado de coisas em que nos encontramos é da própria Igreja. Ela se empenhou durante anos em colocar no poder quem lhe era espiritualmente inimigo (por exemplo, votando em pessoas que defendem o assassinato de crianças, promovem o assassinato de pacientes terminais e que se encontram descomprometidas com a moral cristã). E mais: a Igreja abriu mão de sua responsabilidade social, entregando-a ao Estado.

Evidentemente que áreas como saúde, educação e ação social são responsabilidade da Igreja e jamais deveriam pertencer exclusivamente ao Estado, porque é a Igreja que é convocada a amar ao próximo – não o Estado! O Estado não ama ao próximo (isto deveria fazer parte da sua laicidade). O Estado é assaz eficiente em barganhar, criando instrumentos com os quais ele domina o cidadão dando-lhe o básico e exigindo-lhe a fidelidade na hora do voto. Contudo, eu insisto em dizer que a educação, saúde e ação social deveriam ser resolvidas dentro do tecido social cristão. A igreja deveria oferecer escolas, hospitais e bolsas de estudo e bolsas-família. A igreja recebeu a missão de amar ao próximo – será que algum cristão tem dúvida disso? 

O que aconteceu então? A igreja fechou-se dentro de si mesma. A Igreja rendeu-se ao século. A Igreja acomodou-se ao consumismo e aos objetivos egoístas de cada um de nós. Estamos preocupados com nossos projetos pessoais, nossas metas a serem alcançadas, o próximo concurso público a ser conquistado e com a viagem de férias à Disneylândia com nossos filhos. E, certamente, não haveria nada de errado com a maioria dessas nossas expectativas de vida, se antes não esquecêssemos de hierarquizar responsavelmente nossas prioridades como Jesus ensinou: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas lhes serão acrescentadas”! Entretanto, foi mais fácil e cômodo à igreja entregar suas responsabilidades ao Estado e, agora, os cristãos ficam chocados com o domínio mental, financeiro e espiritual que o Estado está exercendo sobre milhões de brasileiros!

Aqui na minha cidade, vi uma pequena igreja de apenas 15 pessoas comuns reunir-se em torno da ampliação da casa de um dos seus membros carentes financeiramente. Muitos outros cristãos, vendo a iniciativa daquela igrejinha, uniram-se aquele desafio de oferecer uma melhor qualidade de vida à família daquela casa. Todos trabalharam sem que houvesse lei ou medida provisória alguma criadas que os obrigasse àquela ação de caridade, a não ser a lei do amor agindo livremente no coração de cada um (veja a frase do Roberto Campos no cabeçalho deste blog - eu acredito nela)! E essa é uma ilustração, ou melhor, é uma resposta concreta (ainda que de diminutas proporções) de certas ideias nas quais acredito.

Se cada cristão fizesse o seu dever de casa (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo) não precisaríamos nos render ou entregar a camada mais necessitada da população nas mãos de um Estado doutrinador, política e religiosamente doutrinador. Durante a construção daquela casa, vi irmãos cristãos das mais diferentes denominações e igrejas agirem unidos em benefício do próximo. E poderíamos mais (e muito mais mesmo) se voltássemos a segurar as rédeas da história com as nossas próprias mãos ao invés de entregá-las ao Estado. Se doássemos mais do nosso tempo, do nosso dinheiro, dos nossos dons e talentos em benefício do outro, indubitavelmente, teríamos igrejas plantadas ao lado de escolas e hospitais cristãos (como havia antigamente). E aí não seriam apenas dois cômodos, mas poderíamos ofertar ou emprestar casas populares (o “Lions” faz isso às pessoas deficientes e em tratamento clínico aqui na minha cidade), poderíamos profissionalizar as pessoas, instrumentalizá-las com uma boa e saudável educação cristã, poderíamos, enfim, abraçá-las com o abraço da fé – coisa que o Estado jamais fará.

Para que você não me compreenda mal (talvez você nunca tenha lido-me antes), gostaria de deixar evidente que creio que a missão da Igreja não é resolver a pobreza mundial! Sinto dizer que se você é mais um desses que pensa que o cristianismo é o messias do evangelho da libertação social, você está caminhando errado e fazendo outros errarem também. A igreja de Jesus está na terra para glorificar a Deus e não para sucumbir aos apelos demoníacos de uma revolução -  eu não caio mais nessa REDE! 

A minha oração é que pensemos sobre tudo isso e que cada um de nós assuma a responsabilidade que lhe cabe e fuja dos “salvadores e salvadoras da pátria” que se apresentam sedutores aos cristãos em época de eleição, mas que estão em aliança com seres perversos, pessoas comprometidas com tudo aquilo que não se chama Deus!

Leia também:

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