quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Soneto à índia branca do Xingu*


Índia da terra mágica do Morená,
A tua história trágica quero cantar.
Tua tez cor de beiju e de mel de pequi,
Fruta deste teu cheiro escondido em ti...

Branca Takitakinalo, índia doirada
Vestida de ulurí - peça de buriti -
De teu cocar despida, tu foste enterrada
Porque tocaste a flauta, irando Jacuí!

Narrativa contada em todo Alto-Xingu,
Desde os antigos, é temor e triste sina:
Este pífaro indígena - deles tabu.

Tua flor aberta ao sol, mito colorido:
- Que tu fujas comigo, amor de urucum,
  Antes que o teu colar de ti seja rompido! 

Autor: Wanderley Dantas

*Soneto inspirado em mitos indígenas

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