quarta-feira, 15 de março de 2017

Quando bons líderes não agradam a Deus (3º artigo de 9)

Há ótimos líderes que unem o grupo, organizam muito bem as tarefas, animam seus liderados, são cativantes e até colocam-se como exemplo daquilo que querem que os outros façam, mas, preste atenção, nem sempre bons líderes agradam a Deus.
Não há dúvida, por exemplo, que havia liderança competente na enorme empreitada para a construção da Torre de Babel. Homens que souberam convencer o grupo a abandonar seu estilo de vida nômade e fixarem-se numa planície da terra de Sinar à revelia das ordens de Deus.
Deus já havia ordenado duas vezes que o gênero humano se espalhasse por toda a terra (Gn 1: 28 e Gn 9:7). A história está repleta de homens que se revelaram ótimos líderes, mas que usaram a liderança para sua autoglorificação: “Vamos! Tornemos nosso nome famoso”!
A Igreja também conheceu líderes que carregaram as ovelhas para trágicas armadilhas. Portanto, um líder ou um grupo de homens personalistas por detrás dos púlpitos e administrações eclesiásticas são a última coisa que poderíamos desejar de nossas lideranças.
Embora a palavra “motivação” nos dê a ideia daquilo que nos fundamenta, remetendo-nos à causa, à origem, à razão do que determina a direção e a intensidade de nossas atitudes, prefiro a palavra “entusiasmo” para tratar especificadamente do líder.
Na etimologia grega de “entusiasmo”, revela-se o radical “Teos”, “o transporte de Deus” para ser mais exato. Assim, uma pessoa entusiasmada é aquela em que Deus age dentro dela para leva-la a determinado fim.
Precisamos de líderes cristãos que sejam entusiasmados nesse sentido da palavra, pois líderes entusiasmados, isto é, carregados por Deus, motivam seus liderados!
Podemos, contudo, ser ótimos líderes, mas estarmos entusiasmados pelo “deus” errado: fama, dinheiro, sexo, poder, etc. Evidentemente, líderes idólatras motivarão erroneamente a Igreja, a família e o Governo.
Eu não quero ser um líder dentro da minha casa que ensine aos filhos o sucesso da autoglorificação. Nossas igrejas já estão cheias de pessoas assim e, por consequência, é esse tipo de líder que temos oferecido à vida pública do país.
Cabe aqui que nos questionemos sinceramente: “Qual é o “Deus” que me entusiasma”? A rebeldia e a autopromoção eram os deuses dos líderes na Torre de Babel. E é muito fácil nos enganarmos e enganarmos a Igreja repetindo chavões como “é para a glória de Deus”. Mas qual Deus?
Ensino 2: O líder que agrada a Deus é aquele que motiva as pessoas para que elas façam o que é certo!
Leia também o segundo artigo desta série: “Jesus é o líder perfeito”.
Publicado originalmente no GospelPrime.

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